quarta-feira, 17 de julho de 2013

"O país precisa do confronto democrático, não de partidos que aceitam atentos, veneradores e obrigados as imposições de Belém."


 
 
 
 
"O país precisa do confronto democrático, não de partidos que aceitam atentos, veneradores e obrigados as imposições de Belém."
Luís Menezes Leitão, no ‘i’

 
Ao ler o artigo de Luis Menezes Leitão, no Jornal i, devo dizer que não poderia estar mais de acordo com ele.

O que se passou e continua a passar, após a comunicação do presidente da república, foi e está a ser um espectáculo degradante, reflexo do estado a que grande parte da nossa elite política chegou.

O que os dirigentes partidários dos três partidos do chamado “arco da governação” estão a fazer não tem paralelo na história da nossa democracia, fazendo-nos assistir a um execrável “show” de subserviência e sabujice política perante o presidente, principalmente em matérias que são, na sua essência, de âmbito parlamentar.

No fundo só dão razão a quem critica as actuais direcções partidárias de estarem pejadas de “jotas”, que no seu carreirismo político só sabem assumir posições deste género, em que a hipocrisia, a subserviência e sujeição à lógica aparelhística partidária são a sua componente dominante.

Pelos vistos, como bons “jotinhas” que são, a sua fase de crescimento intelectual estagnou nos tempos de escola, quando os meninos se zangavam e depois levavam raspanetes dos professores, que os mandavam para o castigo até fazerem as pazes.

Se pensarmos bem no que está a acontecer, foi isto mesmo que aconteceu aos dois “jotinhas”, o do psd e o do ps, respectivamente o menino coelho e o menino seguro, que com o seu percurso político dentro do aparelho e a sua mentalidade de “meninos de escola”, são o melhor que poderia acontecer ao “sabido” professor aníbal.

Naturalmente, neste universo “jotinha”, não entra o menino paulinho que faz parte daquele grupo de alunos “repetentes profissionais”, que como bom “salta-pocinhas” desestabilizador que se preze, está metido em tudo o que é marosca ou trapalhada que aconteça na escola.

Já agora pergunto: se assistimos a esta postura por parte dos três “meninos”, quando estão perante o professor aníbal, o que será que acontece quando são chamados à directora merkel?

 Se agora baixam as orelhas e vão direitinhos para o castigo até fazerem as pazes, imagino que perante a sra directora merkel devem borrar-se todos.

Quanto à “salvação nacional”, é com estes anjinhos que o sr professor aníbal quer salvar a escolinha? Acho que por aqui estamos conversados. Nesta escolinha cavaquista, se calhar aqui é que dava jeito o ministro crato, que mandava o professor aníbal para a mobilidade especial e, à boa maneira antiga, chumbava irremediavelmente os três meninos.

Falando muito a sério, convém lembrar a toda esta gente e a todos aqueles que aplaudem neste momento a iniciativa presidencial (a que eu chamo trapalhada presidencial), que os poderes presidenciais e os poderes da assembleia e do governo estão perfeitamente definidos e o respeito institucional e respectiva separação de poderes tem duplo sentido, isto é, não compete só ao parlamento e ao governo respeitar a figura e os poderes presidenciais. Esse respeito deve ser mútuo, sob pena de subversão do regime constitucional vigente.

Por maior apego ao poder que este governo possa ter, nunca deveria ter aceite este raspanete e muito menos a chantagem do “ou se entendem ou demito-os”, como se este fosse um regime presidencialista em que o presidente põe e dispõe a seu bel prazer.

Ao mesmo tempo, por maior vontade de chegar ao poder que o líder do maior partido da oposição possa ter, deveria ter levantado a sua voz e recusado não só esta ingerência da presidência da república em matérias que à assembleia dizem respeito, como também a chantagem explícita no discurso do presidente.  

Convém lembrar que a dignidade e a vitalidade do nosso sistema democrático dependem da dignidade e vitalidade das suas instituições mais representativas. Como podemos constatar, isto está muito longe de acontecer, se olharmos para o espectáculo deplorável que nos proporcionam os diversos actores, seja na presidência da república, no governo ou mesmo no parlamento.

E é bom que todos estejamos conscientes que por mais raspanetes ou reguadas que os actuais dirigentes políticos possam merecer, os fundamentos do Estado Democrático devem prevalecer. Como tal, disse e muito bem, Luís Menezes Leitão:

"Ao aceitarem submeter-se a este ultimato, os líderes partidários prestaram um mau serviço à democracia, que fica em risco com essa sua menorização. O país precisa do confronto democrático, não de partidos que aceitam atentos, veneradores e obrigados as imposições de Belém (1). E, como se viu pela imediata subida dos juros, nem os sacrossantos mercados acreditam neste devaneio do Presidente.”

NOTA: (1) a esta frase só acrescentaria, num contexto mais geral, que não queremos partidos que aceitam atentos, veneradores e obrigados as imposições de quem quer que seja.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

conceição esteves, os "carrascos" e a histeria duma menina com pretensões a tia.





A historia de uma histeria ou como o verniz estala facilmente nas meninas com pretensões a tias.

É verdade, coitadinha da menina conceição esteves… aquele seu arzinho cândido, de patrocinadora ou frequentadora de muitas reuniões de caridade onde todas as meninas/senhoras se portam muito bem e onde a cultura jorra a rodos e tudo está como deve ser: as meninas/senhoras sentadas e os empregado(a)s/criado(a)s em pé, silenciosamente, atentos às mínimas necessidades de tão insígnes e devotas criaturas.

E o verniz rebentou de tal maneira, perante tanta desfaçatez vinda precisamente daqueles que deveriam apenas sentar-se no balcão quietos e calados, felizes por poderem presenciar de perto aquela espécie de olimpo pejado de deuses, com a sua deusa/”presidenta” mor, segunda figura deste mundo, só ultrapassada naturalmente pelo deus mor rei da treta silva.

O verniz rebentou, e de que forma…era ver a insigne dama aos berros, aquela sua voz estridente (com aquele seu sotaquezinho que não fica nada bem a quem tem pretensões a tia) a tentar elevar-se acima do bruá da multidão de carrascos que gritavam e atiravam, imagine-se, papeis e balões, conspurcando de forma tão plebeia aquele solo sagrado.

Em suma, a coitada da mulher sentiu-se uma Maria Antonieta acossada, imaginando-se levada pela turbe e decapitada lá para os lados do cais do Sodré, não sem antes passar pelas mãos de tudo quanto era marinheiro, frequentador desse famigerado covil de malfeitores.

Mas a dita menina/senhora após aquele berreiro fenomenal, cujo único paralelo no imaginário popular, só se pode encontrar no mercado do Bulhão, ainda encontrou forças para verberar as suas razões e sentenças.

E lá saiu a ideia peregrina de fechar as galerias, deixando os deuses entregues a si próprios, expelindo os seus divinos perdigotos, sem a assistência de plebes desmerecedoras da sua excelsa verborreia.

Não satisfeita e, naturalmente ainda indignada, a dita menina/senhora, a muito custo, lá foi buscar uma frase de Simone de Beauvoir (pelos vistos só conhece essa e não a deve ter lido directamente dum livro desta, mas sim duma compilação de dizeres num qualquer livro de auto-ajuda).

Falando um bocadinho a sério, lá vem mais uma personagem a quem foge a boca para a verdade e quer fechar as galerias da chamada casa da democracia, áqueles que são a sua razão de existir. Digo mais uma, lembrando-me de outra que achou que se podia interromper a democracia por seis meses, ou o rei da treta que vendo o povo à fome se preocupa com a sua “mísera” pensão.

Voltando à insígne segunda figura da nação, reformada aos 42 anos a partir de uma lei aprovada precisamente naquela casa, quando os “carrascos” andavam distraídos e adormecidos pelos fundos europeus que entravam a jorro, se, por algum motivo, Simone de Beauvoir ouviu o triste espectáculo da menina/senhora, deve neste momento andar às voltas no seu túmulo e a desejar ser mais um dos “carrascos”, para poder ir lá e lhe dar um bom par de açoites, à boa maneira conservadora portuguesa que a dita "menina" tanto preza.

 

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Demissão já…. mas do sr. aníbal silva em primeiro lugar (e com urgência).




Mas será que ninguém manda o sr.aníbal silva dar uma volta ao bilhar grande?
Este homem é pior que uma múmia e chega a ser ainda pior que uma praga.

É que as múmias não se mexem e quando muito ocupam espaço (que saudades dos tempos em que ele andava quieto e escondido).

O sr. aníbal  silva, além de ocupar espaço e gastar o nosso dinheiro, ainda estraga. Se fosse só isso diria que é uma praga. Mas não, ele ainda é pior que uma praga. Nos conceitos bíblicos que o homem e a sua maria tanto gostam, as pragas duram sete anos. Este já por cá anda a "chatear-nos" há muito mais do que isso.
Confesso que o homem me surpreendeu. Quando estava à espera que ele dissesse que aceitava a solução proposta pelo governo e que íamos ter de aguentar os artistas mais dois anos, aparece este inominável sr., no seu característico estilo sebento e bacoco, a fazer mais um discurso completamente vazio de soluções.

Este homem é um tretas, mas da pior espécie que é, neste caso, a espécie dos recalcados vingativos que têm um umbigo dez vezes maior que o cérebro e só sentem prazer na desgraça dos outros.
Mas vamos lá às tretas do homem. Vejamos os cenários que se punham em cima da mesa:

Cenário das eleições gerais: Já toda a gente calculava que para eleições gerais imediatas, o homem não ia. Aí acertámos.
Cenário da aceitação da solução do Governo: penso que era a aposta da grande maioria de nós. Concordando ou não, não havendo eleições gerais seria a solução mais sensata para sair deste impasse.

Claro que, raciocinando à "posteriori", este incontornável personagem tinha de aparecer com outro cenário.
Cenário da salvação nacional (1): aqui deixem-me dar um sorriso (eheheheh). Só pode ter sido mais uma aparição da Nossa Senhora. A sua terna e devota maria, num dos seus momentos de intimidade, deve ter-lhe dito com aquele seu ar campesino: ”oh aníbal, sabes que o que a Nossa Senhora quer é a salvação nacional”.
E a ideia começou a germinar na cabecinha do dito (aníbal silva) “et voila”. Sai-lhe esta aberração.

Mas alguém acredita em governos de salvação nacional?
Alguém acredita que, mesmo que eles aceitassem, uma coligação dos 3 partidos seria alguma coisa estável?
Para já não falar que sempre que alguém me aparece com ideias deste género, quer lhes chamem salvações nacionais ou outras coisas que tais, sobe-me logo às narinas um cheirinho a salazarismo bafiento.
Não perdendo muito tempo tempo com as suas motivações, das duas uma, ou o personagem está completamente caquético, ou então quer vingar-se dos seus inimigos (que são todos os que não lhe lambem as botas).
 
Confesso que o asco que o homem me provoca me leva a juntar as duas: o homem é simplesmente um caquético vingativo.
Mas quem não tem a memória curta, sabe que não são sintomas da idade. Ele não é assim há pouco tempo, esta "maldadezinha bacoca" é intrínseca do artista e vem já dos seus famigerados tempos de primeiro ministro.
 
Nota: (1) espantam-me os comentadores televisivos que ainda tentam fazer análises sérias aos discursos do sr. aníbal silva. Só se compreende a sua prosápia, se tivermos em conta que quanto mais "paleio" arrajarem, mais dinheiro ganham.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

O Presidente é um "verbo-de-encher, que não está ali a fazer nada"...


 








Mais uma vez, cavaco não me desiludiu. Simplesmente porque, mais uma vez, não me iludiu.

Uma promulgação recorde, em 24 horas, duma lei que permite não pagar agora o subsídio de ferias.

A propósito disto, Constança Cunha e Sá vem dizer que o presidente é um "verbo-de-encher e não está ali a fazer nada"…. Eu concordo com muito do que ela diz, excepto com o facto dele não estar ali a fazer nada. Antes pelo contrário, acho que está a fazer muita coisa, muita… "porcaria" (o decoro não me permite usar outra palavra).

Também não acredito na história do palhaço inocente com tendência para fazer "porcaria" (mais uma vez, o decoro...) ou na história do coitadinho que faz o que lhe mandam e, muito menos, em o governo o ter como favas contadas.

Eu acredito mais na tese do lobo mau. Não tenho dúvidas nenhumas que o sr. cavaco silva (1) o faz por convicção profunda e se, em vez de ser presidente, fosse primeiro-ministro, faria muito pior que o actual.

A nossa memória não deve ser curta e, o tempo famigerado do cavaquismo, só não foi mais desastroso para o país e para a democracia, devido à avalanche de dinheiro recebida da UE e à conjuntura internacional propícia.

Quem não se lembra de todos os traços de imbecilidade, prepotência e falta de espírito democrático que o, nessa altura, primeiro-ministro cavaco demonstrava?

Por isso, é bom não pensarmos que estamos perante um homenzinho simples e piedoso que, com o avançar da idade, vai apresentando sinais de senilidade e se deixa subjugar por uns jovenzinhos marotos.

Desengane-se quem acredita na tese do uso minimalista dos poderes presidenciais ou de não se imiscuir nos assuntos governativos. A história dos seus mandatos tem demonstrado o contrário. Não só se imiscui, como é vingativo e a sua famigerada "magistratura de influência" existe de facto, mas não com o cunho de imparcialidade ou de intermediação que sua exa pretende fazer crer. Ele é não só um actor, mas também um motor desta política. E, é-o, não por estar preso ou subjugado pelo governo ou outros interesses, mas por convicção profunda.

Por tudo isto, eu nem o chamo palhaço, nem verbo-de-encher e nem o mando trabalhar. Eu quero mais, muito mais do que palavras para denominar este espécime.
 
Quero muito mais e não me fico por meias medidas. Para mim, gente como o sr. cavaco silva, com todo o seu historial político, só tem um caminho: DEMISSÃO.

Demita-se sr. cavaco silva. Vá lá gozar a sua reforma “pequenina”, comer bolo rei, dedicar-se ao estudo das influências da senhora de Fátima ou simplesmente ser um avozinho ou maridinho extremoso da sua insígne e devota maria. Deixe-nos em paz.

Sr. cavaco silva, deixe-nos viver as nossas vidinhas sem o sentir, qual abutre a pairar à nossa volta. Já bastam os chacais que nos andam a comer a pele e os ossos todos os dias.

É que o sr. silva está a aumentar o seu grau de vilanagem e desfaçatez e eu até gostava que terminasse com um mínimo de dignidade o seu mandato (isto agora é a minha veia caritativa, tipo isabel jonet), não por ele, mas pela função que ocupa.

Antes eram só os discursos e as declarações infelizes nos telejornais, e a magistratura encapotada a favor do governo. Agora já promulga leis a correr, para que o governo consiga prosseguir a sua (do governo e dele) política.

Se não fosse grave (pelo que demonstra dos reais motivos desta dupla presidente/governo e  pelos efeitos nefastos na economia das famílias e do País), eu diria que a culpa desta promulgação relâmpago é daquele senhor de Elvas, que mandou o presidente trabalhar. Azar dos azares, o homem lá se sentiu motivado e quis mostrar que trabalha.
 
Brincadeiras à parte, com tudo o que vem acontecendo acho que é altura de nos livrarmos duma vez por todas desta nefasta e criminosa dupla (presidente/governo).
 
A greve geral (finalmente e felizmente com o apoio das duas centrais sindicais) que aí vem, pode ser um bom momento para mostrar a esta gente que não os queremos lá.
 
Era bom que com ela, se "matassem (2) dois coelhos com uma cajadada só", ou neste caso, melhor dizendo, um coelho e um cavaco.
 
Melhor dizendo ainda, demitam-se, não amanhã, nem depois. Demitam-se hoje mesmo.
 
Melhor ainda que hoje, só mesmo terem-se demitido ontem ou nunca lá terem estado.
 

 NOTA:
(1) as minúsculas nesta e noutras palavras, normalmente em maiúsculas, são propositadas.
(2) por via das dúvidas, "matassem" é escrito no sentido figurativo.

 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Análise à greve dos professores às avaliações e exames nacionais. Couto dos Santos: malcriado, imbecil ou simplesmente boçal


 



Couto dos Santos (1) e Paulo Guinote foram os convidados da Edição da Noite dia 11 de Junho para uma análise à greve dos professores às avaliações e exames nacionais.

Este debate foi bastante interessante como exercício de extrapolação para a prepotência e a falta de valores democráticos que os políticos e governantes deste país trazem bem escondidinho dentro de si. Claro que basta um jantar mal digerido ou uma noite mal dormida para que lhes fuja "a boca para a verdade" e revelem a sua essência.

Francamente, ontem não percebi se couto dos santos (2) é simplemente um grande malcriado, um imbecil ou gosta de ser boçal.

Uma coisa é certa. Com políticos e (ex) governantes destes, quem é que ainda se admira de o país estar neste estado.

Num conjunto de intervenções que roçaram por um lado a imbecilidade completa e por outro a boçalidade e má educação, sua exa (que não se cansou de afirmar a sua veia "democrática"), tentou através dos argumentos mais ridículos e descabidos atacar, menosprezar e rebaixar uma classe profissional que, como bem afirmou o Professor Paulo Guinote, é uma das mais bem qualificadas deste País.

Para alguém que foi ministro da educação, diz-nos bem da sua actuação nos idos de 1993 a 1995.

Não vou perder tempo algum a rebater os argumentos, ou falta deles, do “palhacinho” (é que este nem a palhaço chega). Mais que as minhas palavras ou comentários aconselho-os a ver o programa.

Não me alongando, quero elogiar o Professor Paulo Guinote que, para além de ter mostrado que não se rebaixa ao nível de sua exa o sr. eng. couto dos santos, representou de uma forma magnífica a sua classe profissional, mostrando-nos a todos que, quanto aos Professores, os nossos estudantes estão muito bem entregues.

Como costumo dizer, o problema deste País não são os seus trabalhadores, sejam eles altamente qualificados ou não. O problema deste país é um problema de gestão e direcção, tanto no Estado, como nas empresas e, muito vincadamente, nos dirigentes políticos (deste grupo, tivemos ontem à noite um exemplo assaz representativo).

Por um lado um Professor (Paulo Guinote), educado, assertivo, argumentando com factos (com maior ou menor razão em alguns deles) e, por outro, um ex-ministro da educação, mal preparado nos factos que apresentou, imbecil, prepotente, malcriado e boçal.

Mesmo que não existissem outros exemplos, este seria significativo de quem são os verdadeiros responsáveis pelos tempos que atravessamos.

Os Professores, não são de certeza…

NOTA:

(1) Vejamos o percurso como dirigente político do “homem” (tirado da wikipédia): “Foi adjunto do secretário de Estado do Ambiente (1983-1984), adjunto do ministro da Qualidade de Vida (1984-1985), secretário de Estado da Juventude (1985-1987), ministro adjunto do primeiro-ministro e da Juventude (1987-1991), ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares (1991-1992) e ministro da Educação de 7 de Dezembro de 1993 a 28 de Outubro de 1995. Este seu último cargo coincidiu com a contestação estudantil às provas globais de acesso ao ensino superior (PGA) e às propinas.”

 (2) as minúsculas, nesta e noutras  palavras, não são lapso.

 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Da corrupção à Crise - Paulo de Morais no programa “Justiça Cega” da RTP Informação (5/6/2013). Um programa a ver. Obrigatoriamente...


 


 

Paulo de Morais no programa “Justiça Cega” da RTP Informação (5 de Junho de 2013), a propósito do seu livro "Da Corrupção à Crise. Que fazer?". Um programa a ver. Obrigatoriamente.

Este Programa da RTP Informação dá-nos uma descrição extremamente lúcida e pormenorizada dos tentáculos da corrupção e desmistifica as teias que envolvem o poder local e central. E não só. Nele também se desmistifica a ideia que a crise se deve ao facto dos portugueses terem vivido acima das suas possibilidades, apontando à corrupção as principais responsabilidades.

Não me alongo muito a escrever sobre este tema, porque o programa é suficientemente explícito e contem pormenores raros neste tipo de alegações/acusações.  Pormenores raros porque se descrevem os tipos de esquemas existentes, não só ao nível das práticas mas também dos factores que os originam (em alguns casos com indicação de nomes), tornando explícitas as possíveis soluções.

Com isto, surge-nos uma pergunta. Porque é que não se põe um fim a isto? Não é preciso andar às voltas. Basta seguir as pistas. Se não existissem outros exemplos, bastaria dissecar o que se afirma neste programa, verificar a sua veracidade e actuar. Se mais não existisse, só este programa deveria ser suficiente para pôr a PGR a investigar tudo o que lá se afirma.

Portugal foi o País que mais caiu no ranking do combate à corrupção. Em 2000, encontrávamo-nos na 23ª posição desse ranking. Neste momento estamos em 33º lugar. Uma queda de 10 posições que dizem tudo sobre o descalabro a que chegámos na última década. Para piorar, ao nível da Europa só temos dois países atrás de nós, que não constituem surpresa para ninguém: a Itália e a Grécia.

Outra questão colocada é a que desmistifica a “palhaçada” que nos têm feito engolir, tornando-nos co-responsáveis na crise alegadamente por termos gasto mais do que devíamos, vivendo acima das nossas possibilidades.

Como se afirma no programa, em relação à dívida privada, apenas 15% dessa dívida diz respeito a créditos para consumo dos portugueses. O resto, os 85% da dívida privada e a dívida pública em grande parte foram consumidos em redes de corrupção, ligadas por exemplo à especulação imobiliária, às PPPs, aos grandes investimentos do estado e às suas derrapagens (Expo98, ponte Vasco da Gama, etc. etc., os exemplos são imensos).
 
Se são verdadeiros? Para verificar se o são, há que investigar. Mas para isso é necessário que haja vontade política e não só, para investigar (em primeiro lugar) e que a investigação seja feita com seriedade e, doa a quem doer, as suas conclusões tenham resposta em processos judiciais consequentes, sempre que se verifique que existiram ilícitos criminais (para quem não quiser ver o programa todo, sugiro que vejam as declarações de Paulo de Morais, no início e a partir do minuto 28, mais ou menos).

Está tudo lá. As pistas são imensas. Só não age quem não quiser. E se a classe política e as entidades responsáveis por este tipo de combate não quiserem, que a sociedade civil imponha essa necessidade.

Vendo o programa perguntamo-nos:
 
Será ainda possível cortar com este autêntico vírus que assola as estruturas de poder?

Será ainda possível acabar com tudo aquilo que foi mencionado no programa e que é apontado com uma das principais causas para a crise em que vivemos?

Ainda acredito que sim, embora a luz no fundo do túnel seja muito ténue.
 
O meu receio é que essa luz seja apenas uma miragem e o túnel já esteja fechado há muito tempo.
 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Seguro confirma presença com Portas no clube Bilderberg !!!!







Seguro confirmou a sua presença na reunião "secreta", convidado por Balsemão.
Sabe-se que Paulo Portas também foi convidado para a conferência do Grupo de Bilderberg.

Pelo que li do Grupo, este existe desde 1954 e reúne empresários, banqueiros, políticos e outras “importantes” individualidades da alta finança europeia e americana.

Para as suas conferências, são convidadas personalidades que se reúnem “à porta fechada”, alegadamente para que os seus membros possam discutir livremente os assuntos agendados, sem terem receio que as suas afirmações apareçam na comunicação social.

Segundo parece Seguro e Portas foram convidados por Balsemão (segundo o Correio da Manhã de hoje). Na lista de participantes  em anos anteriores, aparecem personalidades políticas portuguesas, tais como: José Sócrates, Jorge Sampaio, Mira Amaral, António Guterres, Teixeira dos Santos, Durão Barroso, Santana  Lopes, etc.

Também existem outras, ligadas à finança, mas foco-me nas personalidades políticas, pelas seguintes razões:

Umas das características inalienáveis da democracia, é a transparência da actuação e das ligações dos seus agentes políticos, de modo a que possa ser feito o seu escrutínio público.

Mais concretamente, esse escrutínio passa não só pelo conhecimento público das afirmações dos políticos, como também das suas ligações. Naturalmente que o veículo por excelência dessa transparência é, sem duvida, a comunicação social que, para informar corretamente, deverá ter acesso a toda a informação considerada de interesse público .

Podemos dizer que há informação confidencial mesmo quando se trata de agentes políticos? Claro que sim. Quando falamos de reuniões internas de partidos, reuniões entre instituições políticas, negociações entre parceiros sociais, etc. é natural que exista alguma reserva.

Só que, neste caso, quando falamos de uma conferência internacional “à  porta fechada” ou "secreta", em que os políticos são “levados” (palavras do Correio da Manhã (1)) para grupos restritos com personalidades ligadas à alta finança, alguma coisa não está bem.

Até podem ser os assuntos mais inocentes do mundo, mesmo que não existam relações ou ligações inconfessáveis, quando isto acontece, é de convir que a transparência que se requer aos regimes democráticos fica muito abalada.

Eu não ponho em questão que banqueiros, empresários e outras personalidades se queiram reunir à porta fechada. Estão no seu pleno direito.

O que contesto é que políticos com altas responsabilidades ao nível de partidos e de instituições públicas aceitem participar destas “conferências”.

Como é que um governante português (Paulo Portas) vai a uma conferência destas? Mesmo que alegue que vai na qualidade de líder partidário ou que outros membros de governos estrangeiros também vão.

O mesmo se passa com Seguro. Como é que o líder do PS se submete a isto? Claro que A. J. Seguro, no seu estilo "seminarista" vem dizer que a sua participação vai ser importante porque vai falar, entre outras coisas, sobre o fim das offshores, etc. É tudo muito bonito, mas isto soa à historia das milhentas cartas que sua exa tem enviado para tudo quanto é lado. Só mesmo A.J. Seguro é que acredita que algum dos destinatários das suas cartas liga alguma coisa ao que ele diz. Só mesmo A.J.Seguro para pensar que ao fazer declarações destas, nós acreditamos que alguém lhe dá ouvidos. É que estas cartas como tudo o que ele diz, soa à publicidade colocada na caixa do correio. Vai directamente desta para o "recipiente" mais próximo.

Mas voltando`ao assunto, por mais inocentes que possam ser estas reuniões "secretas", o cheiro a promiscuidade entre a política e a grande finança internacional fica no ar. Principalmente numa época como esta, em que recaem no sistema bancário nacional e internacional grandes responsabilidades na crise, não é aceitável que situações destas sucedam.

Isto faz-me lembrar a alegada promiscuidade que existe ou existia entre a política e o futebol.

Basta ter presente o caso da Câmara do Porto, quando Rui Rio foi eleito e cortou com  as ligações “preferenciais” e alegados favorecimentos ao F. C. Porto. Excessivo ou não,  com razão ou sem ela, o facto é que, ao agir desta forma, Rui Rio cortou com essa promiscuidade e granjeou uma imagem de independência que toda a gente lhe reconhece,  independentemente da concordância com a sua ideologia política ou com o resto da sua actuação na Câmara. Da mesma forma, aos seus antecessores, mesmo que injustamente, essa imagem de promiscuidade ninguém lhes tira.

É exactamente por situações como esta que, em nome da independência, da transparência e do corte com a promiscuidade entre agentes políticos e financeiros, sou frontalmente contra a presença de agentes políticos em conferências, reuniões, seminários, etc. "secretos" ou “à porta fechada” e, muito menos, se são “levados” por personalidades ligadas a grupos económicos ou outros.
É por isto que, sendo verdade ou não o que diz o Correio da Manhã (1), que Balsemão vai “levar” Paulo Portas e A. J. Seguro a esta conferência, considero que estes dois ao aceitarem o convite para a conferência "secreta", fazem um mau serviço à democracia.

Da mesma forma, como considero que fizeram um mau serviço à democracia portuguesa, os outros políticos portugueses que alegadamente já compareceram a esta ou outras conferências do género ("secretas").

Já agora seria interessante saber por quem terão sido “levados” e, não menos importante, quem lhes paga (ou pagou) as despesas.

Quer queiramos quer não, por mais sérios que possam ser os intervenientes, uma reunião "secreta" ou à "porta fechada" entre a alta finança internacional e altos dirigentes políticos, cheira a promiscuidade. E em democracia, tudo o que cheira a promiscuidade é fatal.

NOTA:

(1) Foco também a notícia do Correio da Manhã, porque com o seu jornalismo muito característico, dá uma ideia do tipo de insinuações ou de dúvidas que se podem levantar com o "secretismo" destas reuniões entre agentes políticos e a alta finança internacional.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Libertar Portugal da Austeridade - "Mais vale um leão à frente de mil ovelhas, que uma ovelha à frente de mil leões"






"Mais vale um leão à frente de mil ovelhas, que uma ovelha à frente de mil leões"
 
Esta frase ocorreu-me ao ouvir Mário Soares e pensar na forma como o PS se deixou manietar pela situação actual e na imagem titubeante que o seu líder transmitiu ao País.
 
Quanto a mim, neste caso, a frase não podia ser mais verdadeira. Mesmo que o PS esteja cheio de leões, esta liderança de Seguro tirou-lhe toda a genica, transformando-o mais num problema para o País, do que numa solução. Isto porque o maior partido da oposição, ao ser inconsequente nas suas tomadas de posição, além de não ser levado a sério, acaba por transmitir às pessoas uma sensação de abandono e de falta de alternativas, sendo esta uma situação extremamente perigosa para o sistema democrático. Há que ter em conta que um sistema democrático só é viável se as pessoas sentirem que existem verdadeiras alternativas democráticas. Um sistema democrático em que as pessoas se sentem abandonadas e entregues a si próprias, transforma-se numa presa fácil de todos os populismos e extremismos. Basta vermos a Grécia, com o seu grupo parlamentar de extrema direita nazi.
 
Falando da Conferência, cujo mentor mais visível foi Mário Soares (quanto a mim, muito bem), com o seu painel de intervenientes, poderá ser um factor decisivo no "virar de página" na forma como a Esquerda tem vindo a fazer oposição. Claro que isto só acontecerá se as ideias expressas nas intervenções feitas, tiverem continuidade para além das paredes da Aula Magna.
 
Falo na Esquerda no seu todo, porque só uma verdadeira convergência de todos os partidos nela englobados (não falo em consenso, não gosto da palavra, cheira a "virar o disco e tocar o mesmo"), assumindo sempre que necessário posições conjuntas,  poderá trazer alguma esperança ao País e ao mesmo tempo forçar aquele "Senhor" que se encontra em Belém, a demitir o Governo e a convocar eleições.
 
Quanto ao PS tem, de facto, de levar um grande abanão.  Pode ser que, a fazer fé nas vozes que se fizeram ouvir, o partido resolva finamente acordar desta letargia em que se colocou. Infelizmente, estou convicto que tal já não é possível com A.J.Seguro à frente. A sua imagem de líder hesitante e completamente manietado pela situação do País, encostado às cordas por uma maioria de direita que, apesar de só fazer estragos, nesse aspecto (encostar o líder do PS às cordas) tem sido extremamente eficaz.
 
Por tudo isto, é essencial que a Conferência não se fique por aqui. Senão será só mais um flop protagonizado pela Esquerda.
 
Quanto ao PS, compete-lhe aprender e apreender a lição de Soares e começar a fazer oposição a sério, nem que para isso tenha de arranjar urgentemente um novo líder (para mim este passo tornou-se urgente e obrigatório). Basta ver o nervosismo de alguns dirigentes da direita com este ressurgimento de Soares, nervosismo esse que nunca demonstraram com Seguro, antes pelo contrário.
 
Quanto aos outros partidos e correntes de esquerda compete-lhes também dar passos visíveis para essa convergência, que terá de ser recíproca entre todos. Se necessário, olhem para a direita que apesar de todas as desavenças, no essencial tem conseguido unir-se contra a Esquerda.
Basta ver os diversos arrufos entre os partidos da maioria de direita, para percebermos que não é por haver falta de sintonia nalgumas situações, que não deixam de se unir quando está em causa a sua permanência no Poder. Penso que aqui a Esquerda tem muito que aprender.
 
É que não há volta a dar por mais que se queira. Ou esta convergência se faz urgentemente, ou vamos passar os próximos dois anos a carpir e a dizer mal de tudo e todos, ao mesmo tempo que o País se enterra.
 
Para terminar, desejo que as palavras de mário Soares, sobre a "perda de pacifismo" (acrescento eu, a perda dos valores democráticos também) dos Portugueses, não se tornem premonitórias.
 
Aí é que será tarde, venha ou não a Esquerda a abrir os olhos.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Mais um f.d.p. (1) que acredita na raça superior ariana e no advento dum novo reich…






 
Mas alguém ainda tem dúvidas sobre as verdadeiras intenções destes “boches”. Alguém ainda acredita que eles querem a Europa que nós queremos? Se acredita, desengane-se. Já passou a fase em que estes prussianos falavam da Europa solidária, da Europa das Nações em que todos participariam e todos seriam membros de pleno direito e em que as idiossincrasias regionais e nacionais seriam respeitadas.
Embora ainda não estejamos na fase de cravar as garras, acreditem que estas já estão a ser afiadas há algum tempo. Ou não fossem estas declarações cada vez mais despudoradas, que revelam a arrogância do poder alemão, perante uma europa do sul completamente de rastos e uma europa do norte que acredita piamente no “regabofe” sulista e, por isso (penso eu), alinha com a alemanha (2).

Basta vermos o grande amigo do gasparzinho de seu nome schauble, wolfgang schauble, que se comporta como o verdadeiro ministro das finanças da europa e dá os recados e raspanetes que quer e que lhe apetece, onde e quando lhe apetece.
Quanto ao comissário dito europeu, se de facto ainda existisse pelo menos um pingo de vergonha, teríamos o nosso querido josé barroso (o tal que deixou cair o durão já há muito tempo) a admoestá-lo publicamente, no mínimo (3).
Pensando na sua nomeação como comissário dito europeu da energia, mesmo que o homem até fosse alguma coisa decente, cabe na cabeça de alguém nomear para comissário europeu uma pessoa que se chama “gunter oettinger”? É que ao lermos o nome, soa a "espirro recalcado". Acham que alguém com um nome destes pode ser alguma coisa de jeito?

Aliás, se formos ver o amigo do gaspar (schauble), sabem que por causa dele eu até pensei que o meu cão falava? É que, um dia destes, ouvi-o dizer schauble, schauble, schauble e pensei que podia ganhar uns troquitos se o levasse à televisão. Mas passou-me rapidamente a alegria. O "schäuble, schäuble, schäuble", era só o raio do cão a lamber a pata.
Voltando ao comissário com nome de “espirro recalcado”, este é apenas mais um episódio da já longa lista de intromissões e insultos cada vez menos velados, com que esta gente tem andado a brindar-nos desde sempre.
Mas quanto a “bocas”, já estou como o outro, os cães ladram e a caravana passa. Só que, neste caso, as bocas não são apenas o exteriorizar da arrogância deste e doutros f.d.p. que por aí andam. O que está a acontecer, é que estamos irremediavelmente condenados a fazer parte da grande prússia e não da grande Europa.
Temos andado (e continuamos) a dormir e, muito provavelmente, já não podemos fazer nada para reverter a situação.
Como já tenho vindo a dizer, todo o historial desta união europeia tem-nos encaminhado aos poucos para a completa subjugação aos interesses alemães. E não somos só nós portugueses, (desengane-se quem ainda tem esperança nos outros países europeus). Basta olhar para a frança com o seu  presidente (juro que o nome que me ocorre é seguro) hollande e a forma como este verdadeiro flop claudicou perante a sua vizinha merkel.
Embora eu esteja com todo este paleio sobre o “atchim recalcado” alemão, sei perfeitamente que não vale a pena andarmos para aqui a insultar alemães e, ao mesmo tempo, deixarmos estes verdadeiros invertebrados que nos "governam", continuarem a rastejar perante o grande reich. Desengane-se quem pensa que esta senda colaboracionista, consumada na chamada “política de austeridade”, tem raízes ideológicas neo-liberais ou grandes teorias científicas por trás. Desengane-se também quem pensa que esta política recessiva de salários baixos, etc., tem a ver com alguma estratégia concorrencial potenciadora de crescimento.
Aquilo que está a acontecer é, pura e simplesmente, uma jogada de eliminação de todo o tecido económico e produtivo dos países do sul, que tem como objectivo a sua submissão económica, que conduzirá, naturalmente e consequentemente, à submissão política.
Basta olharmos um pouco para trás e ver o “aqui-d’el-rei”, que acontecia sempre que alguém falava em federalismo. Vejam se não é o que agora toda a gente anda a pedir que aconteça.
Só que, neste caso, temos de reconhecer que os alemães sabem fazer bem o trabalho de casa. É que eles ainda acham que não estamos bem no ponto para esse passo.  Há que destruir ainda um pouquinho mais e esperar que, um dia destes, nós os pobrezinhos esfarrapados do sul, vamos todos de joelhos a berlim, pedir que nos recebam no seu seio.
Acreditem que estamos muito perto disso.
Notas:
(1) para quem pensar que eu sou um rapazinho malcriado e digo palavrões, f.d.p. quer dizer filho da prússia.
(2) as minúsculas  nesta e noutras palavras que normalmente poderiam ter maiúsculas, são propositadas.
(3) se houvesse um pingo de vergonha, quando algum alemãozinho da treta, ou de outro país qualquer, viesse mandar recados sobre os nossos assuntos internos, os nossos “governantes” apresentariam, a quem de direito, pelo menos um “protesto formal” exigindo o consequente pedido de desculpas.


 

terça-feira, 28 de maio de 2013

A propósito de palhaços


Confesso que tinha abdicado de me pronunciar sobre a história do palhaço que alegadamente anda a passear no Palácio de Belém.
A tentação era enorme, mas calculei que o pessoal cá do burgo, com maior ou menor imaginação, desse boa conta do recado. E calculei bem, por isso fiquei descansado.
Estava já quase a conseguir controlar esta minha fixação/compulsão para atacar o alegado palhaço (e outros também alegados palhaços), quando me aparece o nosso querido e amado amiguinho gasparzinho, com a sua indignaçãozinha pequenininha(1) contra o jornalista que não lhe deu importância nenhuma e questionou um estrangeiro sobre o programa de ajustamento português.
Antes de continuar a falar da minha fixação/compulsão, venho aqui defender o jornalista, pela injustiça do ataque que lhe foi feito. É que o dito cujo (jornalista), ao contrário do que diz o gasparzinho, foi perfeitamente coerente ao questionar o presidente do eurogrupo.
 
Aliás, deselegante seria ele se tivesse questionado o nosso querido ministrozinho. É que a questão é simples e lógica. Quando queremos saber alguma coisa concreta, seja em que ambiente for e nos encontramos na presença do patrão e do empregado, a quem é que colocamos a questão? Pelos vistos todos nós sabemos a resposta, menos o gasparzinho. Neste ponto, confesso que o rapazinho (gaspar) é coerente com o que nos habituou. A falhar como falha as suas previsões, deve também pensar que as pessoas o vão respeitar, mesmo sabendo que ele não é mais do que a voz do dono (neste caso, da dona que, por sinal, é estrangeira).
 
E para cúmulo da deselegância, não é que o malandro do jornalista, ao questionar o estrangeiro em português em solo português, fez gato sapato das recomendações dos assessores do gaspar, que queriam que as perguntas fossem feitas em inglês.
 
Ora ou eu estou totalmente baralhado com esta minha fixação/compulsão e não penso coisa com coisa, ou estamos perante outra “gasparice” (que outros no meu lugar podiam chamar palhaçada). Não é que o sr. ministro achou deselegante o jornalista questionar um estrangeiro sobre assuntos nacionais em Portugal, na presença dum governante português e, ao mesmo tempo, quis obrigar os jornalistas a fazer perguntas em inglês, em território português a um estrangeiro, na presença desse mesmo governante português. Digam lá se isto não é uma grande palhaçada.
Voltando à minha fixação/compulsão, juro que estava quase controlada, quando me apareceu esta “ave rara” a expor monocordicamente a sua indignação (3).
 
Inexoravelmente, como em todas as fixações/compulsões, rodopiaram na minha mente as imagens (governamentais, não governamentais e outras que tais), de outros também alegados distintos membros dessa classe profissional circense:
  • O alegado palhaço lá dos lados de Belém, naturalmente, em lugar de destaque (2).
  • O rapazinho com ar de virgem ofendida, agora a braços com a greve dos professores.
  • O paulinho das feiras que não ultrapassa linhas vermelhas (diz ele), com um passado recheado de palhaçadas submarinas.
  • O opositor “seguro”, que acumula a função circense com a sua vocação seminarista.
  • Aquela central dita sindical que, sob a batuta “proencista” e a par com o opositor “seguro”, andou estes últimos tempos a fazer de “palhaça” de serviço do nosso querido primeiro Coelho.
  • A caridosa “tiazinha” que ultimamente anda caladinha, que se zangava connosco por querermos comer bifes todos os dias.
  • O Nandinho, com o seu nome muito nórdico, que nos manda aguentar, aguentar…
  • O reformado indignado e recheado e presidente daquela associação também reformada e indignada (e recheada?), que desapareceu depois de algumas vaias.
  • O empresário de sucesso com as suas opiniões (“palhaçadas”?) que, num acto de heroísmo patriótico, mudou a sua sede para a Holanda.
  • Uma parte (sem ironia, não digo a maior parte) daquele grupo de duzentos e cinquenta que anda ali para os lados de São Bento.
  • Uma parte (aqui sim, digo a maior parte) dos comentadores políticos, naturalmente inocentes nesta “palhaçada” toda, que agora aparecem cheios de soluções para o País.
  • Aquela associação que “defende” os consumidores com uns leilões giros em que cobra (alegadamente) comissões de milhões.
  • Os nossos queridos parceiros da União Europeia, que também nos “ajudam” com as comissõezinhas da praxe.
E podia continuar mais umas boas linhas, mas para desabafo chega.
Chega de falar de palhaços e palhaçadas. Como se diz e muito bem, chamar palhaços a esta gente, é ofender os palhaços (os genuínos). E não é apenas por se tratar de uma profissão nobre, cujo principal e também nobre objectivo, é fazer-nos rir.
É também, acima de tudo, porque esta gente e as suas alegadas “palhaçadas”, não têm graça nenhuma. Nenhuma mesmo, antes pelo contrário.
Aviso, prevenindo desde já episódios futuros, que a minha fixação/compulsão não está curada.
 
Nem pouco mais nem menos. Mas desculpem lá, precisava de desabafar…
 
Notas:
 
(1) a propósito da palavra pequenininha fui ao dicionário e tirei o significado de pequeno. Entre outros aparece o seguinte:
- Pequeno (Fig.): sem valor; Espírito pequeno, pessoa de ideias estreitas, etc.
(2) Desculpem mas não resisto sem falar do “alegado” palhaço-mor de Belém. Porque é que a PGR não abre um inquérito ao cidadão Cavaco, cada vez que ele insulta a função presidencial com as suas “palhaçadas”?
(3) Alguém que diga ao monocórdico Sr. Ministro Gaspar que, quando se indignar, tem de fazer um ar e um tom diferente daquele que usa para as habituais leituras dos powerpoints. É que aquele tom só pode mesmo agradar aos seus queridos e patéticos patrões alemães.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Conselho de Estado… a insustentável estupidez do ser


Confesso que não posso dizer que estou surpreendido… mas ainda me faz confusão como é que um tão elevado número de “distintas criaturas” se presta a um espectáculo tão ridículo.

Ou anda tudo a lamber as botas ao homem de Boliqueime para poderem continuar a manter o “status quo” (mesmo que nos seus comentários televisivos e não só venham dizer o contrário) ou acreditam todos que fazem parte do Olimpo e como tal não têm que prestar contas aos comuns mortais.

No caso de andarem a lamber as botas àquela espécie de placebo que existe lá para os lados do Museu dos Coches, podiam aproveitar e começar a puxar os ditos. Além de poderem ganhar uns trocos a passear turistas, davam alguma utilidade à sua vida e, enquanto estavam ocupados, não andavam para aí a atazanar-nos as vidas. Desculpem-me a falha histórica, eu sei que os ditos eram puxados por cavalos mas, à falta destes, qualquer burro serve (fazendo jus ao bom desenrascanço português).

No caso de acreditarem que fazem parte do Olimpo, deixem-me dar-lhes uma novidade. Quem pagava o ordenado dos deuses do Olimpo, não eram os simples e reles mortais. No caso desta verdadeira epidemia de bactérias, é bom que se lembrem que somos nós que os sustentamos.

Peço desculpa aos leitores (poucos) destes desabafos, mas esta linguagem traduz a minha revolta, que considero legítima, quando para além do mal que esta gente anda para aí a fazer ao País (uns por alinharem com as políticas actuais e outros pela oposição inócua que fazem) ainda nos tentam passar um atestado de burrice.

Então não é que, depois de sete horas reunidos, o “inspirado” do poço de Boliqueime manda fazer aquele comunicado ridículo a falar de cinco também ridículos pontos.

Ainda se me dissessem que estiveram sete horas a jogar à bisca e a tomar uns canecos e depois para disfarçar puseram um desgraçado qualquer a escrever aquela meia dúzia de patranhas, eu até compreendia.

Aqueles cinco pontos recheados de lugares comuns e balelas sem qualquer conteúdo, representam bem o complexo de superioridade (há quem lhe chame inferioridade) que o presidente tem relativamente ao Povo que o elegeu.

Mesmo acreditando que possam ter discutido alguma coisa de relevante e mesmo considerando que é apenas um órgão consultivo do presidente, deveríamos merecer da parte deste a consideração e o respeito de nos dizer mais qualquer coisa que aquele comunicado, que no mínimo é estúpido e insultuoso.
Estúpido, porque ao fazê-lo e achar que somos estúpidos ao ponto de ver ali alguma coisa de jeito, só revela a estupidez de quem o fez.

Insultuoso, porque no meio deste perfeito descalabro social que este País atravessa, ainda vem este “artista” contar-nos histórias da carochinha (estas pelo menos distraíam as criancinhas, as histórias dele só se forem para nos fazer morrer de tédio).
Será que a “presidenta” que lhe disse que a troika tinha sido inspirada, também lhe disse que ele era um deus do Olimpo? Talvez tenha dito, mas na intimidade dos outros eu não me meto. O que sobressai dali é que estão os dois bem um para o outro.

Uma coisa é certa, aos anos que o homem anda por aí a moer-nos o juízo, tipo carraça que não descola… acho que não é só no futebol que existe um “emplastro”.

domingo, 19 de maio de 2013

Esta noite, sonhei que os comentaristas políticos que nos enchem diariamente os écrans de televisão se uniam, criavam um novo partido, ganhavam as próximas eleições e formavam governo.
Nesse novo governo apareciam Marques Mendes, José Sócrates, Manuela Ferreira Leite, Santana Lopes, Morais Sarmento, Marcelo Rebelo de Sousa, Medina Carreira, Jorge Coelho, Silva Pereira, Santos Silva, etc, etc,etc....
Foi um sonho lindo. Todos eles, nos seus respectivos ministérios, punham em prática tudo o que tinham vindo a apregoar enquanto comentadores políticos.
E foi ver o País a crescer, a sair da recessão, o Povo feliz, o Estado verdadeiramente reformado, o desemprego e os impostos a descer para níveis nunca imaginados, os reformados e pensionistas respeitados, as PPP com acordos justos e vantajosos para todos nós, os 14 salários repostos....
Foi um sonho lindo. Devido à actuação desse Governo, a Europa seguiu-nos o exemplo, saiu da recessão e até a Merkel, rendida, veio a público pedir desculpa e dizer que a Alemanha ia adoptar na íntegra as políticas seguidas por Portugal.
Foi um daqueles sonhos que todos desejamos ter um dia:
Era ver os ministros desse Governo a cumprir tudo o que prometeram nas eleições e defenderam enquanto comentadores.
Era ver na Assembleia da República, todos os Deputados (contagiados pelo Governo) a debaterem o País e a servirem abnegadamente a Nação.
Era ver um Presidente (confesso que no sonho não consegui ver quem era, mas tenho a sensação que era um destes comentadores) como um Defensor efectivo da Constituição que jurou cumprir e fazer cumprir.
Foi mesmo um sonho lindo. Tão lindo, que acordei feliz e quis logo vir aqui partilhá-lo, nem que fosse para que pudessem ter como eu uma nova esperança.
Confesso que não vim logo e foi o meu mal. Resolvi tomar um cafezito e, ao primeiro gole, fez-se luz no meu espírito. Comecei a lembrar-me dos nomes dos ministros desse futuro Governo (actuais comentadores políticos) e desgraça das desgraças... não é que todos eles, sem excepção, já lá estiveram...
Atónito, ainda fui fazer as minhas pesquisas e era verdade... todas aquelas "almas santas" que apareciam no meu sonho, já tinham sido ministros e/ou secretários de estado em um ou vários dos governos que nos conduziram a esta desgraça.
Ainda atónito pensei, bom então se eles já lá estiveram eu estou ainda a sonhar e o País está bem. Mais uma vez, azar dos azares, tinha a tv ligada nas notícias e vi a desgraça em que nos encontramos.
Revoltado, mudei o canal para o National Geographic (já que é para ver "bicharada" ao menos vejo bicharada decente) e comentei com os meus botões: era tão bom que toda esta distinta "gentalha" tivesse um pingo de vergonha na cara e ficasse em casa a ver TV.
Não digo a ver o National Geographic como eu. Talvez o Big Brother... acho que para esta gente era mais aconselhável...

frança em recessão... a triste história dum "banana" chamado hollande.

o "homem" chegou às eleições de peito feito... se fosse eleito iria encostar a merkel à parede e a europa voltaria à sua anterior grandiosidade.
 
Passou um ano e cá temos o resultado de mais um autentico bluff político. A frança completamente rendida ao directório alemão, numa situação de subalternidade confrangedora.
 
É esta a história deste verdadeiro "banana" que nos encheu de expectativas, prometendo reorientar a europa para a sua verdadeira vocação social, pondo um fim à "austeridade pela austeridade" (apanágio do casamento de conveniência protagonizado pela dupla merkel-sarkozy), colocando a economia ao serviço das populações e implementando políticas de verdadeira solidariedade entre os seus povos.
 
Infelizmente, neste caso, a montanha pariu um rato...  este verdadeiro "banana" conseguiu uma coisa que era impensável há uns meses atrás: a orgulhosa e muitas vezes chauvinista frança, completamente anulada perante o poder do directório alemão.
 
Onde até há um ano existiu o chamado merkozy (de má memória), agora existe apenas uma puritana merkel com um verdadeiro "petain" a seus pés.
 
E a recessão em frança tornou-se o resultado da actuação deste ser invertebrado, que claudicou completamente, desde o primeiro momento após a sua eleição.
 
Se me perguntarem porque falo desta forma deste tipo de gente, a razão é simples .
 
Estes verdadeiros vendedores de banha de cobra são tão maus ou piores do que  aqueles que nos atacam, porque não passam de autênticos abutres quando, para ganharem eleições, se aproveitam da desgraça alheia, prometendo verdadeiros eldorados e apresentando-se como arautos dum novo tempo.
 
E temos hollande, o invertebrado que empolgou o seu povo e os povos do sul com a sua promessa de combater este novo "reich" que se desenha no horizonte, agora transformado num autêntico "petain", aparecendo em discursos patéticos tentando justificar o injustificável.
 
O problema deste autêntico claudicar da frança, é que traz com ele o fim das últimas esperanças que os povos do sul podiam ter numa inversão desta política de austeridade, que serve apenas aos desígnios desta prússia do sec. XXI,  numa nova tentativa de subjugar a europa ao destino conquistador do povo "superior" ariano.
 
Por isso olho para nós neste rectângulo e é natural que a sensação seja de abandono, impotência, desilusão e revolta perante estes autênticos criminosos que nos rodeiam.
 
O sentimento ainda é pior se pensar que neste rectângulo à beira mar plantado, estamos rodeados de "holandes". Não, não falo só do governo, falo por exemplo do patético "inspirado pela nossa senhora", falo do inócuo "seminarista" que por sinal até tem uns óculos redondinhos que lhe dão um ar de hollande, falo dos que em nome de um podre e hipócrita consenso o mantém lá e do verdadeiro complô de interesses subjacentes aos partidos do chamado "arco do poder", falo daquela associação de "proencistas" renovados, etc., etc. 
 
Onde é que isto nos levará se não mudarmos radicalmente o nosso caminho, não admitindo continuar nas mãos desta autêntica "bicharada"?
 
Onde é que isto nos levará se não mudarmos radicalmente o nosso caminho, não admitindo qualquer espécie de negociação com estes "canalhas"?
 
Onde é que isto nos levará se não mudarmos radicalmente o nosso caminho, exigindo a demissão deste governo, deste presidente, desta cúpula ligada ao principal partido da "oposição" e a uma das centrais sindicais?
 
Onde é que isto nos levará se não mudarmos radicalmente o nosso caminho, apagando do nosso léxico a palavra consenso, quando "consenso" significa apenas "mudar as moscas..."?
 
Onde é que isto nos levará?
 
O que prevejo é que daqui a algum tempo teremos os países todos do sul (e alguns do norte da europa) completamente de rastos, com as suas economias completamente destruídas, a apelarem encarecidamente à alemanha para que nos conceda a honra de uma união política (a coberto de uma união europeia) com a capital efectiva em berlim.
 
O que prevejo é que nessa altura a alemanha, do alto do seu pedestal imperial, porá em prática o espírito "solidário" que lhe é característico, obrigando-nos, em contrapartida,  a que gritemos em uníssono: heil merkel, ou adolf, ou schauble ou o diabo que os carregue....
 
 
nota final: as minúsculas nos nomes próprios não são erro, nem uma adaptação minha do acordo ortográfico. são propositadas...