quarta-feira, 12 de junho de 2013

Análise à greve dos professores às avaliações e exames nacionais. Couto dos Santos: malcriado, imbecil ou simplesmente boçal


 



Couto dos Santos (1) e Paulo Guinote foram os convidados da Edição da Noite dia 11 de Junho para uma análise à greve dos professores às avaliações e exames nacionais.

Este debate foi bastante interessante como exercício de extrapolação para a prepotência e a falta de valores democráticos que os políticos e governantes deste país trazem bem escondidinho dentro de si. Claro que basta um jantar mal digerido ou uma noite mal dormida para que lhes fuja "a boca para a verdade" e revelem a sua essência.

Francamente, ontem não percebi se couto dos santos (2) é simplemente um grande malcriado, um imbecil ou gosta de ser boçal.

Uma coisa é certa. Com políticos e (ex) governantes destes, quem é que ainda se admira de o país estar neste estado.

Num conjunto de intervenções que roçaram por um lado a imbecilidade completa e por outro a boçalidade e má educação, sua exa (que não se cansou de afirmar a sua veia "democrática"), tentou através dos argumentos mais ridículos e descabidos atacar, menosprezar e rebaixar uma classe profissional que, como bem afirmou o Professor Paulo Guinote, é uma das mais bem qualificadas deste País.

Para alguém que foi ministro da educação, diz-nos bem da sua actuação nos idos de 1993 a 1995.

Não vou perder tempo algum a rebater os argumentos, ou falta deles, do “palhacinho” (é que este nem a palhaço chega). Mais que as minhas palavras ou comentários aconselho-os a ver o programa.

Não me alongando, quero elogiar o Professor Paulo Guinote que, para além de ter mostrado que não se rebaixa ao nível de sua exa o sr. eng. couto dos santos, representou de uma forma magnífica a sua classe profissional, mostrando-nos a todos que, quanto aos Professores, os nossos estudantes estão muito bem entregues.

Como costumo dizer, o problema deste País não são os seus trabalhadores, sejam eles altamente qualificados ou não. O problema deste país é um problema de gestão e direcção, tanto no Estado, como nas empresas e, muito vincadamente, nos dirigentes políticos (deste grupo, tivemos ontem à noite um exemplo assaz representativo).

Por um lado um Professor (Paulo Guinote), educado, assertivo, argumentando com factos (com maior ou menor razão em alguns deles) e, por outro, um ex-ministro da educação, mal preparado nos factos que apresentou, imbecil, prepotente, malcriado e boçal.

Mesmo que não existissem outros exemplos, este seria significativo de quem são os verdadeiros responsáveis pelos tempos que atravessamos.

Os Professores, não são de certeza…

NOTA:

(1) Vejamos o percurso como dirigente político do “homem” (tirado da wikipédia): “Foi adjunto do secretário de Estado do Ambiente (1983-1984), adjunto do ministro da Qualidade de Vida (1984-1985), secretário de Estado da Juventude (1985-1987), ministro adjunto do primeiro-ministro e da Juventude (1987-1991), ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares (1991-1992) e ministro da Educação de 7 de Dezembro de 1993 a 28 de Outubro de 1995. Este seu último cargo coincidiu com a contestação estudantil às provas globais de acesso ao ensino superior (PGA) e às propinas.”

 (2) as minúsculas, nesta e noutras  palavras, não são lapso.

 

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