Couto
dos Santos (1) e Paulo Guinote foram os convidados da Edição da Noite dia 11 de Junho para
uma análise à greve dos professores às avaliações e exames nacionais.
Este debate foi bastante interessante como exercício de extrapolação para a prepotência e a falta de valores democráticos que os políticos e governantes deste país trazem bem escondidinho dentro de si. Claro que basta um jantar mal digerido ou uma noite mal dormida para que lhes fuja "a boca para a verdade" e revelem a sua essência.
Francamente, ontem não percebi se couto dos santos (2) é simplemente um grande malcriado, um imbecil ou gosta de ser boçal.
Francamente, ontem não percebi se couto dos santos (2) é simplemente um grande malcriado, um imbecil ou gosta de ser boçal.
Uma
coisa é certa. Com políticos e (ex) governantes destes, quem é que ainda se admira de
o país estar neste estado.
Num
conjunto de intervenções que roçaram por um lado a imbecilidade completa e por
outro a boçalidade e má educação, sua exa (que não se cansou de
afirmar a sua veia "democrática"), tentou através dos argumentos mais ridículos e descabidos atacar,
menosprezar e rebaixar uma classe profissional que, como bem afirmou o
Professor Paulo Guinote, é uma das mais bem qualificadas deste País.
Não
vou perder tempo algum a rebater os argumentos, ou falta deles, do “palhacinho”
(é que este nem a palhaço chega). Mais que as minhas palavras ou comentários
aconselho-os a ver o programa.
Não me alongando, quero elogiar o Professor Paulo Guinote que, para além de ter
mostrado que não se rebaixa ao nível de sua exa o sr. eng. couto dos santos, representou
de uma forma magnífica a sua classe profissional, mostrando-nos a todos que, quanto aos Professores, os nossos estudantes estão muito bem
entregues.
Como
costumo dizer, o problema deste País não são os seus trabalhadores, sejam eles
altamente qualificados ou não. O problema deste país é um problema de gestão e
direcção, tanto no Estado, como nas empresas e, muito vincadamente, nos dirigentes políticos (deste grupo, tivemos ontem à noite um exemplo assaz representativo).
Por
um lado um Professor (Paulo Guinote), educado, assertivo, argumentando com
factos (com maior ou menor razão em alguns deles) e, por outro, um ex-ministro da
educação, mal preparado nos factos que apresentou, imbecil, prepotente,
malcriado e boçal.
Mesmo que não existissem outros exemplos, este seria significativo de quem são os verdadeiros responsáveis pelos tempos que atravessamos.
Mesmo que não existissem outros exemplos, este seria significativo de quem são os verdadeiros responsáveis pelos tempos que atravessamos.
Os Professores, não são de certeza…
NOTA:
(1) Vejamos
o percurso como dirigente político do “homem” (tirado da wikipédia): “Foi
adjunto do secretário de Estado do Ambiente (1983-1984), adjunto do
ministro da Qualidade de Vida (1984-1985),
secretário de Estado da Juventude (1985-1987),
ministro adjunto do primeiro-ministro e da Juventude (1987-1991), ministro adjunto
e dos Assuntos Parlamentares (1991-1992)
e ministro da Educação de 7 de
Dezembro de 1993 a 28 de Outubro de 1995. Este seu último cargo coincidiu com a
contestação estudantil às provas globais de acesso ao ensino
superior (PGA) e às propinas.”

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