quinta-feira, 20 de junho de 2013

O Presidente é um "verbo-de-encher, que não está ali a fazer nada"...


 








Mais uma vez, cavaco não me desiludiu. Simplesmente porque, mais uma vez, não me iludiu.

Uma promulgação recorde, em 24 horas, duma lei que permite não pagar agora o subsídio de ferias.

A propósito disto, Constança Cunha e Sá vem dizer que o presidente é um "verbo-de-encher e não está ali a fazer nada"…. Eu concordo com muito do que ela diz, excepto com o facto dele não estar ali a fazer nada. Antes pelo contrário, acho que está a fazer muita coisa, muita… "porcaria" (o decoro não me permite usar outra palavra).

Também não acredito na história do palhaço inocente com tendência para fazer "porcaria" (mais uma vez, o decoro...) ou na história do coitadinho que faz o que lhe mandam e, muito menos, em o governo o ter como favas contadas.

Eu acredito mais na tese do lobo mau. Não tenho dúvidas nenhumas que o sr. cavaco silva (1) o faz por convicção profunda e se, em vez de ser presidente, fosse primeiro-ministro, faria muito pior que o actual.

A nossa memória não deve ser curta e, o tempo famigerado do cavaquismo, só não foi mais desastroso para o país e para a democracia, devido à avalanche de dinheiro recebida da UE e à conjuntura internacional propícia.

Quem não se lembra de todos os traços de imbecilidade, prepotência e falta de espírito democrático que o, nessa altura, primeiro-ministro cavaco demonstrava?

Por isso, é bom não pensarmos que estamos perante um homenzinho simples e piedoso que, com o avançar da idade, vai apresentando sinais de senilidade e se deixa subjugar por uns jovenzinhos marotos.

Desengane-se quem acredita na tese do uso minimalista dos poderes presidenciais ou de não se imiscuir nos assuntos governativos. A história dos seus mandatos tem demonstrado o contrário. Não só se imiscui, como é vingativo e a sua famigerada "magistratura de influência" existe de facto, mas não com o cunho de imparcialidade ou de intermediação que sua exa pretende fazer crer. Ele é não só um actor, mas também um motor desta política. E, é-o, não por estar preso ou subjugado pelo governo ou outros interesses, mas por convicção profunda.

Por tudo isto, eu nem o chamo palhaço, nem verbo-de-encher e nem o mando trabalhar. Eu quero mais, muito mais do que palavras para denominar este espécime.
 
Quero muito mais e não me fico por meias medidas. Para mim, gente como o sr. cavaco silva, com todo o seu historial político, só tem um caminho: DEMISSÃO.

Demita-se sr. cavaco silva. Vá lá gozar a sua reforma “pequenina”, comer bolo rei, dedicar-se ao estudo das influências da senhora de Fátima ou simplesmente ser um avozinho ou maridinho extremoso da sua insígne e devota maria. Deixe-nos em paz.

Sr. cavaco silva, deixe-nos viver as nossas vidinhas sem o sentir, qual abutre a pairar à nossa volta. Já bastam os chacais que nos andam a comer a pele e os ossos todos os dias.

É que o sr. silva está a aumentar o seu grau de vilanagem e desfaçatez e eu até gostava que terminasse com um mínimo de dignidade o seu mandato (isto agora é a minha veia caritativa, tipo isabel jonet), não por ele, mas pela função que ocupa.

Antes eram só os discursos e as declarações infelizes nos telejornais, e a magistratura encapotada a favor do governo. Agora já promulga leis a correr, para que o governo consiga prosseguir a sua (do governo e dele) política.

Se não fosse grave (pelo que demonstra dos reais motivos desta dupla presidente/governo e  pelos efeitos nefastos na economia das famílias e do País), eu diria que a culpa desta promulgação relâmpago é daquele senhor de Elvas, que mandou o presidente trabalhar. Azar dos azares, o homem lá se sentiu motivado e quis mostrar que trabalha.
 
Brincadeiras à parte, com tudo o que vem acontecendo acho que é altura de nos livrarmos duma vez por todas desta nefasta e criminosa dupla (presidente/governo).
 
A greve geral (finalmente e felizmente com o apoio das duas centrais sindicais) que aí vem, pode ser um bom momento para mostrar a esta gente que não os queremos lá.
 
Era bom que com ela, se "matassem (2) dois coelhos com uma cajadada só", ou neste caso, melhor dizendo, um coelho e um cavaco.
 
Melhor dizendo ainda, demitam-se, não amanhã, nem depois. Demitam-se hoje mesmo.
 
Melhor ainda que hoje, só mesmo terem-se demitido ontem ou nunca lá terem estado.
 

 NOTA:
(1) as minúsculas nesta e noutras palavras, normalmente em maiúsculas, são propositadas.
(2) por via das dúvidas, "matassem" é escrito no sentido figurativo.

 

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