terça-feira, 21 de maio de 2013

Conselho de Estado… a insustentável estupidez do ser


Confesso que não posso dizer que estou surpreendido… mas ainda me faz confusão como é que um tão elevado número de “distintas criaturas” se presta a um espectáculo tão ridículo.

Ou anda tudo a lamber as botas ao homem de Boliqueime para poderem continuar a manter o “status quo” (mesmo que nos seus comentários televisivos e não só venham dizer o contrário) ou acreditam todos que fazem parte do Olimpo e como tal não têm que prestar contas aos comuns mortais.

No caso de andarem a lamber as botas àquela espécie de placebo que existe lá para os lados do Museu dos Coches, podiam aproveitar e começar a puxar os ditos. Além de poderem ganhar uns trocos a passear turistas, davam alguma utilidade à sua vida e, enquanto estavam ocupados, não andavam para aí a atazanar-nos as vidas. Desculpem-me a falha histórica, eu sei que os ditos eram puxados por cavalos mas, à falta destes, qualquer burro serve (fazendo jus ao bom desenrascanço português).

No caso de acreditarem que fazem parte do Olimpo, deixem-me dar-lhes uma novidade. Quem pagava o ordenado dos deuses do Olimpo, não eram os simples e reles mortais. No caso desta verdadeira epidemia de bactérias, é bom que se lembrem que somos nós que os sustentamos.

Peço desculpa aos leitores (poucos) destes desabafos, mas esta linguagem traduz a minha revolta, que considero legítima, quando para além do mal que esta gente anda para aí a fazer ao País (uns por alinharem com as políticas actuais e outros pela oposição inócua que fazem) ainda nos tentam passar um atestado de burrice.

Então não é que, depois de sete horas reunidos, o “inspirado” do poço de Boliqueime manda fazer aquele comunicado ridículo a falar de cinco também ridículos pontos.

Ainda se me dissessem que estiveram sete horas a jogar à bisca e a tomar uns canecos e depois para disfarçar puseram um desgraçado qualquer a escrever aquela meia dúzia de patranhas, eu até compreendia.

Aqueles cinco pontos recheados de lugares comuns e balelas sem qualquer conteúdo, representam bem o complexo de superioridade (há quem lhe chame inferioridade) que o presidente tem relativamente ao Povo que o elegeu.

Mesmo acreditando que possam ter discutido alguma coisa de relevante e mesmo considerando que é apenas um órgão consultivo do presidente, deveríamos merecer da parte deste a consideração e o respeito de nos dizer mais qualquer coisa que aquele comunicado, que no mínimo é estúpido e insultuoso.
Estúpido, porque ao fazê-lo e achar que somos estúpidos ao ponto de ver ali alguma coisa de jeito, só revela a estupidez de quem o fez.

Insultuoso, porque no meio deste perfeito descalabro social que este País atravessa, ainda vem este “artista” contar-nos histórias da carochinha (estas pelo menos distraíam as criancinhas, as histórias dele só se forem para nos fazer morrer de tédio).
Será que a “presidenta” que lhe disse que a troika tinha sido inspirada, também lhe disse que ele era um deus do Olimpo? Talvez tenha dito, mas na intimidade dos outros eu não me meto. O que sobressai dali é que estão os dois bem um para o outro.

Uma coisa é certa, aos anos que o homem anda por aí a moer-nos o juízo, tipo carraça que não descola… acho que não é só no futebol que existe um “emplastro”.

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