Mas
alguém ainda tem dúvidas sobre as verdadeiras intenções destes “boches”. Alguém
ainda acredita que eles querem a Europa que nós queremos? Se acredita,
desengane-se. Já passou a fase em que estes prussianos falavam da Europa
solidária, da Europa das Nações em que todos participariam e todos seriam
membros de pleno direito e em que as idiossincrasias regionais e nacionais
seriam respeitadas.
Embora
ainda não estejamos na fase de cravar as garras, acreditem que estas já estão a
ser afiadas há algum tempo. Ou não fossem estas declarações cada vez mais
despudoradas, que revelam a arrogância do poder alemão, perante uma europa do sul
completamente de rastos e uma europa do norte que acredita piamente no “regabofe”
sulista e, por isso (penso eu), alinha com a alemanha (2).
Basta vermos o grande amigo do gasparzinho de seu nome schauble, wolfgang schauble, que se comporta como o verdadeiro ministro das finanças da europa e dá os recados e raspanetes que quer e que lhe apetece, onde e quando lhe apetece.
Basta vermos o grande amigo do gasparzinho de seu nome schauble, wolfgang schauble, que se comporta como o verdadeiro ministro das finanças da europa e dá os recados e raspanetes que quer e que lhe apetece, onde e quando lhe apetece.
Quanto
ao comissário dito europeu, se de facto ainda existisse pelo menos um pingo
de vergonha, teríamos o nosso querido josé barroso (o tal que deixou cair o
durão já há muito tempo) a admoestá-lo publicamente, no mínimo (3).
Pensando
na sua nomeação como comissário dito europeu da energia, mesmo que o homem até
fosse alguma coisa decente, cabe na cabeça de alguém nomear para
comissário europeu uma pessoa que se chama “gunter oettinger”? É que ao lermos
o nome, soa a "espirro recalcado". Acham que alguém com um nome destes pode ser
alguma coisa de jeito?
Aliás, se formos ver o amigo do gaspar (schauble), sabem que por causa dele eu até pensei que o meu cão falava? É que, um dia destes, ouvi-o dizer schauble, schauble, schauble e pensei que podia ganhar uns troquitos se o levasse à televisão. Mas passou-me rapidamente a alegria. O "schäuble, schäuble, schäuble", era só o raio do cão a lamber a pata.
Aliás, se formos ver o amigo do gaspar (schauble), sabem que por causa dele eu até pensei que o meu cão falava? É que, um dia destes, ouvi-o dizer schauble, schauble, schauble e pensei que podia ganhar uns troquitos se o levasse à televisão. Mas passou-me rapidamente a alegria. O "schäuble, schäuble, schäuble", era só o raio do cão a lamber a pata.
Voltando
ao comissário com nome de “espirro recalcado”, este é apenas mais um episódio
da já longa lista de intromissões e insultos cada vez menos velados, com que esta
gente tem andado a brindar-nos desde sempre.
Mas
quanto a “bocas”, já estou como o outro, os cães ladram e a caravana passa. Só
que, neste caso, as bocas não são apenas o exteriorizar da arrogância deste e
doutros f.d.p. que por aí andam. O que está a acontecer, é que estamos
irremediavelmente condenados a fazer parte da grande prússia e não da grande Europa.
Temos
andado (e continuamos) a dormir e, muito provavelmente, já não podemos fazer
nada para reverter a situação.
Como
já tenho vindo a dizer, todo o historial desta união europeia tem-nos
encaminhado aos poucos para a completa subjugação aos interesses alemães. E não
somos só nós portugueses, (desengane-se quem ainda tem esperança nos outros países
europeus). Basta olhar para a frança com o seu
presidente (juro que o nome que me ocorre é seguro) hollande e a forma
como este verdadeiro flop claudicou perante a sua vizinha merkel.
Embora
eu esteja com todo este paleio sobre o “atchim recalcado” alemão, sei
perfeitamente que não vale a pena andarmos para aqui a insultar alemães e, ao
mesmo tempo, deixarmos estes verdadeiros invertebrados que nos "governam", continuarem
a rastejar perante o grande reich. Desengane-se quem pensa que esta senda
colaboracionista, consumada na chamada “política de austeridade”, tem raízes
ideológicas neo-liberais ou grandes teorias científicas por trás. Desengane-se
também quem pensa que esta política recessiva de salários baixos, etc., tem a
ver com alguma estratégia concorrencial potenciadora de crescimento.
Aquilo
que está a acontecer é, pura e simplesmente, uma jogada de eliminação de todo o
tecido económico e produtivo dos países do sul, que tem como objectivo a sua submissão
económica, que conduzirá, naturalmente e consequentemente, à submissão política.
Basta
olharmos um pouco para trás e ver o “aqui-d’el-rei”, que acontecia sempre que
alguém falava em federalismo. Vejam se não é o que agora toda a gente anda a pedir que aconteça.
Só
que, neste caso, temos de reconhecer que os alemães sabem fazer bem o trabalho de casa.
É que eles ainda acham que não estamos bem no ponto para esse passo. Há que destruir ainda um pouquinho mais e
esperar que, um dia destes, nós os pobrezinhos esfarrapados do sul, vamos todos
de joelhos a berlim, pedir que nos recebam no seu seio.
Acreditem
que estamos muito perto disso.
Notas:
(1)
para quem pensar que eu sou um rapazinho malcriado e digo palavrões, f.d.p.
quer dizer filho da prússia.
(2) as minúsculas nesta e noutras palavras que normalmente poderiam ter maiúsculas, são propositadas.
(3)
se houvesse um pingo de vergonha, quando algum alemãozinho da treta, ou de
outro país qualquer, viesse mandar recados sobre os nossos assuntos internos,
os nossos “governantes” apresentariam, a quem de direito, pelo menos um “protesto
formal” exigindo o consequente pedido de desculpas.

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