terça-feira, 23 de abril de 2013

Grupo de socialistas escreve carta-aberta a António José Seguro...




Mais uma carta. Mas que raio se passa com estes políticos que agora só sabem escrever cartas.
São cartas do Seguro para todo o lado, são cartas do Passos Coelho ao Seguro, são cartas de…. sei lá mais quantas cartas andarão por aí.

Agora aparece esta “carta-aberta a A.J. Seguro” onde alegadamente “ mais de 50, entre eles os "costistas" João Tiago Silveira, Ana Catarina Mendes, Fernando Rocha Andrade e Duarte Cordeiro, a quererem que o próximo líder socialista seja escolhido em eleições diretas abertas a não militantes.”

Temos então que um “grupo de destacados socialistas próximos de António Costa, insatisfeito com o rumo das coisas no partido, decidiu "fazer alguma coisa" para pôr travão à crescente falta de confiança dos cidadãos nos partidos”.
Segundo a notícia, a carta estaria cheia de propostas “arrojadas” que resultaram de “dois meses a partir pedra” ou seja de intenso trabalho. Ao ler mais em pormenor fiquei a saber que, de tanta pedra partirem, estes destacados militantes chegaram a seis brilhantes propostas concretas que, no essencial, após páginas e páginas de paleio, são as seguintes:

1) eleições primárias abertas a simpatizantes na eleição para secretário-geral do PS;
2) possibilidade de referendos vinculativos para decidir sobre as posições do partido;
3) inclusão de independentes/simpatizantes na Comissão Nacional e na Comissão Política;
4) criação de um direito de petição para os militantes do PS e cidadãos poderem apresentar propostas ao Congresso;
5) criação de um processo participativo aberto a todos os cidadãos para apresentação e votação de propostas através da internet, com vista à sua inclusão nos programas eleitorais do PS;

6) apresentação das medidas concretas dos programas eleitorais acompanhadas de um calendário de execução e de uma estimativa de impacto económico-financeiro e seu financiamento.

Confesso que ,após o meu enfado inicial (mais propriamente enjoo) por ver a notícia de mais uma carta aberta, resolvi ler a notícia e tentar saber que importantes medidas concretas saíram de tão brilhantes cabeças. A minha curiosidade adensou-se quando li que os mentores e subscritores desta carta eram destacados “costistas”. Olhando para os meus botões e, tendo em conta as minhas vagas esperanças de que alguém ainda consiga mandar o Exmo Seguro à vida e mudar nem que seja um pouquinho esta entediante e inócua oposição, pensei que provavelmente estaria aqui uma forma de os apoiantes de António Costa tentarem uma última cartada.
Mas, ao ler as seis propostas concretas (tive o cuidado de ler a carta na integra em http://issuu.com/mais.participacao.melhor.ps/docs/carta_aberta, e a notícia faz um resumo, quanto a mim, correcto) , dei comigo a olhar outra vez para os meus botões e pensar no que levará tanta gente a estar dois meses a olhar para o umbigo e vir, todo feliz e ufano, escrever cartas e vangloriar-se sobre esse verdadeiro exercício narcisista?

Sinceramente, estiveram dois meses a "partir pedra" para chegar a estas seis míseras propostas concretas? Aqui ocorre-me o seguinte: ou andam a gozar com o pessoal, ou acham-nos a todos tolos, ou andarão eles próprios lá muito perto.
Dois meses!!! se houvesse aqui alguma novidade, ou se tivessem descoberto a roda, ainda daria de barato. Mas seis propostas numa carta que não passa de um conjunto de clichés, em que se diz que se pretende acabar com o divórcio entre a sociedade e os partidos? Podem chamar-me má língua, mas um qualquer comentador mediano faria isso numa manhã.

Que aproximação poderá ter um partido à sociedade, que soluções milagrosas poderá propor, quando vem clamar aplausos por ter juntado, durante dois meses, cerca de cinquenta destacados militantes, para fazer um trabalho que uma pessoa faria numa manhã? Se levássemos uma coisa destas para o mundo real (para uma empresa, por exemplo), das duas uma, ou a empresa falia ou estas cinquenta pessoas iam direitinhas para a rua.
Para além disto tudo, em que país ou galáxia vive esta gente que, em tempos como os que correm, em que é urgente derrotar este tipo de política e de governo, vêm dizer ao mundo que estiveram dois meses a ver como vão alterar os estatutos do seu querido e amado PS? Que urgência em debater precisamente neste próximo Congresso questões que só terão efeito, a crer nos subscritores, a partir das próximas eleições legislativas? Isto porque, se o actual secretário-geral é o candidato do P.S. a próximo primeiro ministro (como dizem), só depois destas, a mudança de estatutos terá efeitos práticos.

Não me alongando mais sobre as razões e os autores de tão diligente trabalho, o que pensaremos nós de alguém que quer colocar como questão principal dum congresso os estatutos de um partido, quando o País se encontra na situação que todos conhecemos?
Assim como Passos Coelho fica todo contente com as cartas de Seguro à Europa, que são uma óptima propaganda ao serviço do governo, Seguro também deve estar todo feliz porque o próximo congresso em vez de debater a sua liderança ou a sua estratégia política, vai estar ocupado como seu “umbigo” partidário.

No fim disto tudo, ocorrem-me várias coisas:
- Quando o país precisa de alternativas reais e concretas a este governo, aparece-nos uma mão cheia de militantes destacados do principal partido da oposição, a olharem para o “umbigo” como forma de abrir o seu partido à sociedade.

- Quando critico A.J. Seguro pela posição incipiente e inócua que faz ao Gpverno, aparece-nos uma aparente oposição a Seguro, também a actuar de forma inócua e incipiente;
- Quando, apesar de tudo, esperamos que o próximo congresso do PS possa trazer alguma  perspectiva de debate sobre estratégias concretas para o País, começamos a ter a sensação de que  o que se vai discutir lá são uma série de "balelas" partidárias, sem nexo nos tempos que correm.

Continua a ser para mim um mistério o motivo pelo qual António Costa não avançou para a liderança do partido. No entanto, começo a ter algumas luzes e nenhuma delas me agrada:
- Ou António Costa subscreve na integra este tipo de estratégias e então estamos conversados. Por mim pode lá ficar o Seguro.  

-Ou António Costa sabe que só pode contar com este tipo de destacados “costistas” e, por isso, não avançou. Neste caso, eu faria o mesmo.

Uma coisa é certa. Com este governo, com este presidente, com este p.s. e com esta oposição dentro do p.s., a sensação com que fico, com o devido respeito, é a de que estamos entregues à “bicharada” (faço notar que a falta de maiúsculas nesta frase é propositada).

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Carlos Silva: “A UGT só representa os trabalhadores”. Quem diria...








Um discurso interessante. Basta olhar para o título e sub-título do artigo do DN:
Carlos Silva: “A UGT só representa os trabalhadores”
No primeiro discurso enquanto secretário-geral, Carlos Silva deixou claro que o superior interesse nacional é estar “sempre” ao lado dos trabalhadores."

 Afinal ,a UGT tem como superior interesse estar ao lado dos trabalhadores. Ou sou muito distraído, ou então isto é novidade (pelo menos nos últimos tempos).

É incrível como o primeiro discurso do novo secretário geral da UGT, tem como objectivo vir dizer ao comum dos mortais que a UGT é uma central sindical. Claro que como qualquer sindicato ou central sindical “o superior interesse é estar “sempre” ao lado dos trabalhadores”. Quando, um novo dirigente de uma qualquer organização sente a necessidade de afirmar a sua razão de existência, é sinal que pelo menos algumas dúvidas existem quanto à forma como essa organização tem feito o seu percurso.

De facto, a era “proencista”, pelo menos nesta última fase, tem sido pautada por uma série de “cheques em branco” ao governo, que não lembrariam nem sequer às associações patronais.

Com disse muito bem dito Carlos Silva, uma central sindical serve para defender os trabalhadores, e não para ser uma espécie de arauto da concertação social. A história recorrente  protagonizada por esta UGT, tem sido o desconcertante e extremamente nefasto “aceitámos este porque podia ser pior”.

Aliás, o que notámos nas reacções dos diversos quadrantes quanto à era que agora termina (ou que espero que termine), foi o elogio  quase unânime a João Proença vindo de (“pasme-se” ou não) quadrantes que apoiam o governo, oposicionistas da ala “seguro” e das associações patronais. Dos trabalhadores… não tenho ouvido nenhuns (tirando naturalmente as declarações de circunstância no congresso).

Este discurso de Carlos Silva, personagem que eu não conheço, pode também ser uma daquelas espécies de discursos de afirmação pessoal, para marcar o inicio de mandato. Se for isto, continuará tudo na mesma, ou seja, um Seguro “inseguro”, um Carlos Silva “proencista” e um presidente “envergonhante” (onde raio terá ido aquele homem  desencantar esta palavra).

Se não for este o caso e estas forem declarações genuínas de alguém que quer mesmo fazer a diferença e começar a lutar verdadeiramente pelos “superiores interesses dos trabalhadores”, então a UGT voltará a ser uma central sindical e aí os pratos de uma verdadeira concertação social poderão começar a ficar um pouco mais equilibrados.

Convém esclarecer a "proencistas" e outros que tais, que concertação social não é assinar acordos independentemente do que possa estar lá escrito, ou assinar acordos porque senão pode ser muito pior.

Convém também esclarecer que, em sede de concertação social, compete às associações patronais defender os seus direitos e às centrais sindicais os seus, estando o governo como parte interessada defendendo os interesses do estado no seu todo, servindo ao mesmo tempo de gerador de consensos.

Neste caso o que temos tido é precisamente o contrário do que refiro aqui.  Temos um Governo a defender a sua visão ideológico-contabilística, as associações patronais a defender os seus interesses (que praticamente não têm sido beliscados) e a UGT  a ir cedendo, cedendo e cedendo, em nome de vai-se lá saber o quê.

Carlos Silva, depois de um discurso em que também foram feitos novos avisos ao governo, tem porventura condições de se demarcar do caminho seguido por João Proença, que não deixa saudades a ninguém. Corrijo a minha imprecisão, João Proença não deixa saudades a nenhum trabalhador. Pelos vistos vai deixar muitas do lado das associações patronais, do governo e ao “envergonhante” presidente.
 
Talvez não possa dizer o mesmo de Seguro. O ar muito sorridente e até entusiasmado com que assistiu Seguro assistiu à posse de Carlos Silva, não é para mim uma boa referência. Espero enganar-me e que, apesar da amizade que parece que os une, os seus caminhos e as formas de os trilhar sejam muito diferentes.
 
Para finalizar e, por via das dúvidas, quero dizer a Carlos Silva que não basta só estar ao lado dos trabalhadores (isso também Proença provavelmente estaria), uma Central Sindical tem como obrigação única, lutar pelos direitos dos trabalhadores.
 

Ou como escreveu Daniel Oliveira no seu artigo no “Expresso”: "E se a UGT se transformasse numa central sindical?” (ver em: http://expresso.sapo.pt/e-se-a-ugt-se-transformasse-numa-central-sindical=f801952#ixzz2RC4XX33Y)

Olhem que era uma perspectiva muito interessante. Finalmente a UGT ser uma Central Sindical. Espero que não seja preciso mudar os estatutos para que isso aconteça.

P.S.: Se, de facto, Carlos Silva enveredar por um novo caminho de luta pelos direitos dos trabalhadores, já agora era bom que Seguro fosse fazer umas feriazinhas e o PS tivesse um novo Secretário-Geral. O congresso vem aí, ainda vão a tempo. Talvez alguém possa dar uma palavrinha a António Costa.
 

terça-feira, 16 de abril de 2013

Fenprof admite greve aos exames, "pelo tempo" que os professores aguentarem.


 



 
A Educação neste País vai de mal a pior. Apesar das melhorias verificadas ao nível da educação dos Portugueses nos últimos trinta e tal anos, basta ler as estatísticas publicadas a semana passada para perceber que muito há ainda a fazer.

No entanto, nos últimos anos tem vindo a ser constante o ataque ao sistema educativo e aos seus vários intervenientes. Nas ditaduras, umas das primeiras coisas que se ataca é o sistema educativo porque, como rezam os cânones, quanto mais ignorante um povo mais aberto a populismos e a formas de governo autocráticas. Será esta a intenção? Reduzir os níveis culturais da população, de forma a calar a sua contestação e aumentar a sua submissão? Acredito que as intenções não sejam essas, mas lá que parece, isso parece. Sejam quais forem as intenções (ideológicas ou contabilísticas), os ataques são reais.

A continua degradação do sistema económico a nível nacional tem também, a este nível, tomado uma particular importância, tanto pela degradação das condições socio-económicas das famílias (com as devidas repercussões nos alunos) como pela degradação das condições de funcionamento das próprias escolas. A juntar a isto temos também o ataque sistemático aos professores que para além da redução de vagas e de rendimentos (isto já desde o governo de Sócrates), têm pendentes novas/velhas ameaças de despedimentos.

A juntar a esta situação, temos um ministro (com letra pequena, naturalmente) que se revelou talvez o maior problema dos últimos anos, com uma visão de contabilidade de “vão de escada” cujos resultados irão repercutir-se por muitos anos. Resultados nefastos, infelizmente.

Mas voltando aos Professores e ao sistema educativo e à luta que um pouco por todo o lado tem vindo a acontecer (incluindo-se aqui os alunos e os funcionários das escolas), verifica-se um extremar de posições como tentativa última para tentar vencer estes “energúmenos” que nos (des)governam.

Este extremar de posições, é quanto a mim uma resposta necessária e urgente, porque depois de tudo o que tem acontecido e de tudo o que está previsto é tempo de dizer “basta”. Se calhar numa lógica "à Seguro” ou "à Proença” poderíam ir escrevendo cartas ou ameaçando rasgar acordos. Mas, numa lógica de pessoas "normais" que querem lutar pelos seus direitos  continuamente massacrados, o momento é “agora” e a luta deve assumir as proporções necessárias (proporções democráticas, claro).

Há quanto a mim um senão que tenho vindo a notar ao longo deste tempo. O ataque ao sistema de ensino e aos seus intervenientes tem vindo a ser feito e, pela sua interligação ou interdependência, todos têm vindo a ser afectados. No entanto, as várias jornadas de luta têm, em regra, sido sectoriais não deixando transparecer a união que a situação exige.

Então porque não sentarem-se todos à mesa e tomarem medidas urgentes de luta que juntem todos numa jornada só. Quando falo em todos, refiro-me a professores e funcionários e respectivos sindicatos, alunos, pais e encarregados de educação e respectivas associações, etc.

Quando um ataque contínuo e constante é feito a todos indiscriminadamente, então, quanto a mim a lógica é que, em conjunto, todos defendam os seus direitos. Talvez seja necessário apelar a  consensos entre os intervenientes, mas o resultado será sem dúvida melhor que lutar cada um por si.

O que estes anos têm mostrado da parte deste governo, é uma profunda insensibilidade social e uma visão profundamente “merkeliano-gasparista” (merkeliana primeiro, porque o nome do “dono” aparece sempre à frente) reflectida na tal teimosia  da austeridade “custe o que custar”. Desta forma, a única hipótese de fazer mudar esta “teimosia“ é a união de forças que os obrigue a negociar. De outra forma será mais do mesmo, ou seja este governo terá “um passeio tranquilo pelas ruas de Paris e uma marcha vitoriosa junto ao Arco do Triunfo” (quem foi que fez isto?).

Aquilo que leio na notícia de hoje aponta para uma luta sectorial, em que apesar do visado ser o governo, os prejudicados serão os alunos. E ainda mais prejudicados serão quando, numa altura crucial como a dos exames, se virem metidos no meio desta "batalha".

O bom senso diz-me que as formas de luta a encontrar, para terem sucesso, terão de reunir o consenso e o apoio da opinião pública. Ora, com medidas destas (greves aos exames), apesar de legítimas, os Professores apenas vão conseguir dividir ainda mais as opiniões e juntar contra si os alunos e os respectivos pais e encarregados de educação. Com isto, estarão apenas a fazer o jogo do governo que tem no “dividir para reinar” uma das suas principais divisas.

Posto isto, é fundamental que os Professores e respectivos sindicatos se sentem à mesa com os outros intervenientes (alunos, pais e encarregados de educação e funcionários) e arranjem formas de luta comuns que obriguem o governo a parar e negociar.

Sem este consenso, temo que vai acontecer outra vez e, mais uma vez, o mesmo. Manifestações e greves, que reafirmo, apesar de legítimas, serão no essencial, inconsequentes. Mas, neste caso, as greves aos exames, serão pior que inconsequentes porque, para além de não obterem resultados, irão prejudicar uma das partes (alunos), talvez a mais fraca e a que seguramente não tem qualquer culpa do estado actual do País.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Parece que a democracia voltou....

O chumbo do constitucional. Não vou fazer grandes comentários....  mas neste momento a primeira reacção é a sensação de ter voltado a viver num país democrático.

Vou esperar para ver....

Como, infelizmente, já não me considero um grande optimista (tendo em conta os "artistas" que nos governam) fico à espera de ver por onde é que eles vão atacar agora. Talvez uma nova taxa ou um aumento de impostos ou, pura e simplesmente, um saque descarado num qualquer rendimento que este "paciente" zé povinho possa ter...

Como também já não sou um grande optimista relativamente a estas oposições que temos (especificamente "seguros e companhia", mais aqueles grandes sindicalistas "proencistas"), sei que no caso de um novo contra ataque do Governo, vou ter um Seguro a ameaçar que vai escrever à Merkel e à troika e um Proença a ameaçar pela décima milionésima vez que vai denunciar o acordo de concertação social. Naturalmente que estes dois grandes "fadistas" terão acompanhamento, não à guitarra nem à viola.... mas sim dum desafinado "cavaquinho" vindo lá dos lados de Belém.

Como estou "bem" entregue, sei bem que não vale a pena estar a contar com subsídios devolvidos ou com a reposição dos meus direitos. Eles vão desaparecer de alguma maneira.

De qualquer forma, pelo menos hoje quero recostar-me e pensar que, apesar de tudo, ainda vivo num país democrático.

Até quando? Logo se verá.... mas hoje, nem que seja só hoje, quero dormir descansado.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Seguro defende moção de censura com “situação de pré-ruptura social”?????


 
 
 

 Seguro defende moção de censura com “situação de pré-ruptura social”?????…
O homem está mau. Deve ter dormido mal e acordou rabugento, ou então o almoço não lhe caiu bem. Digo o almoço, porque com a rapidez com que ele toma decisões, a má disposição do almoço só lhe aparece à hora do jantar.

Mas, alvíssaras senhor, saiu uma decisão e não vamos menosprezar o facto. Só que “não há bela sem senão”. Para quem possa pensar que o homem se precipitou ou de repente decidiu mudar de vida e deixou as choraminguices para começar a tomar posições, desengane-se.
Então não vêm que a moção de censura é justificada com a “situação de pré-ruptura social”. É por isto que se nota que está aqui uma decisão muito, muito, muito ponderada. É que, para os mais distraídos, o País já está numa situação de pré-ruptura social há já algum (longo) tempo…

Sendo assim, por aqui se pode inferir que o homem no melhor do seu estilo, vem ponderando esta decisão já há alguns meses, para não dizer anos. Sim, porque justificar a moção com a situação de pré-ruptura social, é o mesmo que ir apanhar o comboio das 3 da tarde, às 10 da noite. Então ninguém disse ao homem que o país já não está numa situação de pré-ruptura social. Será que ninguém lhe disse que já estamos, há algum (longo) tempo, em situação de verdadeira ruptura social?
Ou o homem tem um mundo próprio e não ouve ninguém, ou está muito mal aconselhado, ou então a sua “corte” também gravita naquele mundo próprio em que o povo é submisso e para além de não ter o direito de “comer bifes todos os dias”, só tem é de “aguentar, aguentar”.

É que nesse mundo verdadeiramente feliz, em que o povo é simples e submisso e as pessoas “decentes” arranjam umas sopinhas e umas roupinhas para dar, esta nem seria uma situação de pré-ruptura… ainda seria uma situação de pré-pré-ruptura e, nesse mundo, o homem seria um perigoso revolucionário a avançar com uma moção de censura muito à frente do tempo.
Só que, infelizmente, a realidade não está para brincadeiras e com o maior partido da oposição refém desta verdadeira capacidade e rapidez de decisão, proponho que se arranje uma nova figura regimental na Assembleia em que, para além das moções de censura aos governos, também se possam votar moções de censura às oposições. É que a democracia vive das maiorias e das minorias, dos programas dos governos e das alternativas das oposições e, por isso, não é só o governo que merece ser censurado quando as coisas não correm bem. É também a oposição que deve ser responsabilizada, quando não apresenta alternativas credíveis.

E, azar dos azares, o que temos nós? Ter um governo que faz aquilo que todos nós sabemos e uma oposição incipiente e bacoca, como a encabeçada por este homem “seguro”, é mesmo o cúmulo dos azares.
É por isso que, perante notícias como a que deu origem a este artigo, eu já não peço ao PSD que tire o tapete ao Passos Coelho, nem ao PP que denuncie a coligação, nem ao grande “magistrado de influência” que demita o Governo. Eu só desejava uma coisa: que o PS tirasse o tapete ao homem da “moção de confiança justificada pela situação de pré ruptura social”.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Igreja ortodoxa põe espólio à disposição do Governo para salvar Chipre...





A Igreja ortodoxa põe espólio à disposição do Governo para salvar Chipre… se esta for uma oferta verdadeiramente desinteressada, considero que é um dos gestos mais bonitos que uma organização, religiosa ou não, poderia ter…
Friso este ponto, se esta for uma oferta verdadeiramente desinteressada. Vamos ser optimistas e acreditar na bondade desta proposta e considerá-la como uma verdadeira oferta de ajuda.
Sendo este o caso, mesmo que os valores envolvidos não cheguem nem de longe nem de perto para solucionar o problema, presto aqui a minha mais sincera homenagem à Igreja Ortodoxa Cipriota e aos seus dirigentes. Este gesto, talvez dos gestos mais surpreendentes a que tenho assistido, é sem dúvida uma verdadeira lufada de ar fresco, que deverá trazer não só aos cipriotas, mas a todos os povos do mundo, uma nova esperança e o desejo que todas as religiões  trilhem os mesmos passos da Igreja Ortodoxa do Chipre.
Embora este gesto magnífico não faça de mim um crente (nem nesta nem noutra qualquer religião ou entidade religiosa), tem no entanto o condão de me fazer acreditar que as organizações religiosas e as respectivas hierarquias podem, de facto (se não todas, pelo menos algumas e, neste caso, certamente uma), estar genuinamente apostadas em colocar-se ao serviço dos homens, cumprindo a missão a que se propuseram.
E, mesmo que aleguemos que todo o seu poder e dinheiro adquirido ao longo dos tempos, possa ter por base actos menos dignos, este magnífico gesto não pode nem deve ser menorizado ou denegrido.
Só espero que estando esta Igreja circunscrita ao território cipriota, outras igrejas em outros cantos do mundo sigam o exemplo. Não precisamos de ir muito longe (aliás podemos mesmo centrar-nos no nosso país) e ver o impacto que um gesto destes poderia ter se não nos sacrifícios que o povo português está a atravessar, pelo menos no seu sentimento de abandono e traição relativamente a todos aqueles que se comprometeram em ajudá-lo.
Centrando-nos no nosso país, mesmo que os valores financeiros atingidos por uma oferta deste nível não dessem para aliviar o sufoco que atravessamos, pelo menos trariam a este povo (maioritariamente católico), a sensação que não estavam sós ou abandonados à sua sorte.
Para além disto, neste tempo em que se elogia o aparecimento de um novo Papa que tenta transmitir uma imagem de verdadeira humildade e simplicidade, que melhor gesto poderia ele ter que o de seguir o exemplo da Igreja Ortodoxa Cipriota. Podemos afirmar que o poder financeiro da Igreja iria ficar abalado, mas tenho a certeza que, em contrapartida, esse gesto iria engrandecer esta religião a um nível nunca visto.
Pelo menos  aos meus olhos (não crente convicto) este gesto da Igreja Cipriota e um possível gesto semelhante da Igreja Católica, iriam sem dúvida ter o condão de elevar o meu respeito pelas suas hierarquias, já que o meu respeito pelos crentes não está em causa.
É costume dizer-se que é nas alturas de crise e sofrimento que aparecem os verdadeiros heróis e se revela  também o melhor da Natureza Humana. Espero sinceramente que seja este o caso e que, independentemente da minha não crença religiosa (que não se alterará), o líder da Igreja Ortodoxa do Chipre, Arcebispo Chrysostomos II, o Papa Francisco I e outros em outras religiões ou instituições religiosas, sejam verdadeiros heróis do nosso tempo. E, (já agora sejamos ambiciosos) que estes Herois contagiem, com este gesto, outro tipo de organizações (quem sabe políticas e financeiras), para que finalmente toda a Humanidade consiga trilhar um rumo que esteja de acordo com os seus tão apregoados ideais.
P.S. (não é o partido): coloco aqui um post-scriptum, para que não seja anulado o sentido deste artigo. É que, também posso ser pessimista e pensar que um gesto destes tem contrapartidas. Se as tiver, não digo que devam ser rejeitadas à partida, mas sim que esta “oferta” seja tratada e analisada da mesma forma que estão a ser analisadas as outras. Ou seja, que esta “oferta” de ajuda seja analisada do mesmo modo que estão a ser analisadas as propostas de “ajuda” dos russos e dos “merkelianos” europeus e que, após essa análise, o governo e parlamento cipriotas tomem a atitude mais favorável ao seu Povo. De qualquer forma, se for este o caso e se tratar apenas de um gesto de “ajuda” igual aos outros, fica aqui apenas um ligeiro sentimento de desilusão.
 

quarta-feira, 20 de março de 2013

João Ferreira do Amaral defende saída do euro..


 
 

 
João Ferreira do Amaral defende a saída do euro. E porque não? Porque não começar a pensar em verdadeiras alternativas para sair deste buraco onde nos metemos.


A receita do memorando com as suas diversas revisões em cima de revisões, com as inúmeras e quase diárias falhas nas previsões efectuadas, as alternativas propostas no quadro do chamado “arco do poder”, em que se fala muito de estabilidade e crescimento, mas ninguém parece seriamente convencido de quais as medidas a tomar.
Pelos vistos, dentro deste quadro, temos duas alternativas: ou continuamos neste ciclo vicioso da austeridade sobre a austeridade, ou arranjamos uns paliativos e propomos umas hipotéticas medidas de promoção do crescimento que, a terem algum resultado, nunca seria a curto prazo, prolongando a agonia daqueles que já vivem numa situação de verdadeira emergência.
Aquilo que João Ferreira do Amaral vem dizendo já há muito tempo (devemos dar-lhe esse crédito), poderá vir ao encontro daquilo que está expresso nos cânones de todos  as profissões, ou seja, quando não se consegue resolver um problema  dentro de um determinado sistema, a solução estará logicamente, em procurar soluções fora desse sistema. Dito de forma muito simples, se o país não encontra soluções dentro do "status quo" actual, a solução estará  muito certamente em projectar-se para fora dele e descobrir aí uma verdadeira alternativa.
Talvez, como afirma João Ferreira do Amaral, o ponto de partida para a solução esteja na saída faseada e controlada do euro, minimizando o choque devido à quase completa dependência em que nos colocámos.
Talvez, como afirmam partidos como o PCP e Bloco de Esquerda e muitas personalidades independentes, o ponto de partida esteja em renegociar a dívida em todos os seus termos: prazos, juros e montantes, de forma a permitir condições mais favoráveis para fazer face aos compromissos internacionais e, ao mesmo tempo, permitir a folga necessária ao crescimento da nossa economia, tanto interna como externamente.
O que me parece é que no actual estado de coisas, já nem uma nem outra, separadamente, são a solução.
Sair do euro "per si"(mesmo controladamente), mantendo o serviço da nossa dívida como está, para alem de não nos dar folga nenhuma em termos financeiros, iria ainda trazer custos que aumentariam a asfixia da nossa economia.
Renegociar com sucesso a dívida em todos os seus termos, muito provavelmente traria a folga necessária para o relançar da economia, mas a nossa dependência do euro, a nossa completa submissão aos directórios da Alemanha e das outras grandes economias europeias, voltaria a médio prazo a colocar-nos numa situação semelhante. Penso que é lícito pensar que uma economia como a nossa, dificilmente se aguentará sem ter os seus próprios e independentes mecanismos de defesa (incluindo a moeda própria e um banco central autónomo), face às variações dos mercados.
Claro que, em todas as situações e soluções há prós e contras mas, pelo rumo seguido até agora, seja em Portugal seja nos países do sul da Europa e na própria União Europeia, pensar diferente, talvez seja a verdadeira solução.
Naturalmente, não sejamos "naïfs" em pensar que o país pode seguir outros rumos que não os actuais, sem existir da parte do Povo português uma verdadeira consciência de mudança e, ao mesmo tempo, um olhar para todas as perspectivas sem qualquer preconceito e medo.
Sem preconceito, porque sendo estas soluções  defendidas por partidos como o PCP e BE (que no quadro parlamentar actual não chegam aos 20%) e por personalidades que não se enquadram propriamente no chamado “arco do poder”, poderão muito bem ser equacionadas, sem qualquer perigo de radicalismos extremistas. Ninguém, com algum peso percentual, defende o “não pagamos”, por isso esse quadro está fora de qualquer perspectiva.
Sem medo, porque mesmo que trilhemos por caminhos não tradicionais, provavelmente não serão muito mais perigosos do que os actuais. E estes, com a agravante,de que, certamente, um dia destes irão empurrar-nos precisamente para as outras soluções, ou seja, para a renegociação da dívida e para a saída do euro. Mas existe um ponto fundamental, que fará uma grande diferença. Uma coisa é sairmos do euro e renegociarmos a dívida por vontade própria, enquanto ainda nos resta algum (pouco) poder negocial e outra, completamente diferente, é sermos forçados a isso, pura e simplesmente porque as políticas actuais nos empurraram para esse buraco. Aí sim, a dor será infinitamente maior. Aí sim, é que devemos ter verdadeiramente medo.
Soluções imaginativas, que alterem o actual paradigma europeu da “austeridade pela austeridade” e que, ao mesmo tempo, permitam a Portugal encarar o futuro com esperança e alguma segurança, devem ser urgentemente trazidas para um quadro de discussão alargada, que envolva a própria "sociedade civil" (visto que o quadro partidário na sua maioria se encontra actualmente preso a soluções já reconhecidamente vistas como completamente descontroladas e, pior, que nos conduzem, inexoravelmente, a um buraco cada vez mais fundo).
É necessário o envolvimento da "sociedade civil" na procura, exigência e promoção de soluções fora dos actuais paradigmas institucionais, tendo em conta que o actual sistema partidário tem sido completamente ineficaz na procura de alternativas verdadeiras e credíveis.
Neste quadro partidário, em que uma ampla maioria defende as soluções previstas no memorando (com as já referidas revisões sobre revisões) não podemos esperar qualquer solução verdadeiramente credível, senão vejamos:
·         A actual maioria parlamentar encontra-se completa e definitivamente colada aos falhanços constantes das previsões desta tendência "mekeliano-gasparista" e, a não ser por um qualquer golpe de mágica, daqui não poderá sair sem excluir do seu seio os actuais lideres e protagonistas deste descalabro governativo.
·         O Partido Socialista, com esta tendência encabeçada por António Seguro, propõe tímidas renegociações (um pouco à imagem das que, de forma encapotada, o governo tem vindo a fazer) mas, no essencial, mantém a coluna vertebral assinada no memorando. Para além disso, em termos de políticas de crescimento, as propostas que vem apresentando são em grande medida ideias gerais, sem uma grande explicação concreta e credível para a sua implementação. Por isto também se constata o desnorte do maior partido da oposição.
Perante este panorama institucional, a solução terá de vir, friso, da pressão da sociedade civil, seja para a mudança radical da política seguida por este governo (que eu não acredito que aconteça) seja, em alternativa, na exigência da sua demissão com a convocação imediata de novas eleições.
Claro que levar o governo à demissão e depois voltar a colocar lá partidos que continuem a defender o mesmo tipo de soluções, quanto a mim é um desperdício de energia a que não nos podemos dar ao luxo.
O que a sociedade civil tem de fazer, é mostrar aos partidos que têm obrigatoriamente de apresentar programas com verdadeiras alternativas e soluções, castigando aqueles que continuarem a reger-se pelas sebentas que levaram ao memorando.
Seja o PSD, o PS, o CDS ou todos os outros partidos fora deste “arco” deverão ter nos seus militantes e simpatizantes, forças de influência que os obriguem a verdadeiras alternativas. Naturalmente, que deverá estar implícito que o povo não tolerará mais "chico espertos" que apresentam um programa e não têm qualquer pejo em rasgá-lo mal chegam ao poder.
Posto isto e, porque o artigo já vai longo, proponho apenas que olhemos para todas as soluções e alternativas que, como esta de João Ferreira do Amaral, poderão conduzir-nos a um novo caminho de esperança, tirando-nos deste buraco em que, inconscientemente (ou não), nos metemos.


 

 

terça-feira, 19 de março de 2013

Freitas do Amaral defende troca de Passos Coelho por outro primeiro-ministro da mesma maioria..





http://www.jn.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=3116171

Ou sou eu que estou maluco, ou esta gente passou-se.

Então agora vem Freitas do Amaral, depois de Jardim, defender uma “solução” destas. Se forem só estes dois, fico relativamente descansado porque acho que já ninguém os leva muito a sério. O que me incomoda é, quantos mais andam por aí a pensar numa solução destas?

Como é que alguém pode pensar nisto, pergunto-me eu. Este Governo e esta maioria venceram as eleições mentindo descaradamente aos portugueses (se não é mentir descaradamente, dizer, por exemplo, que é uma estupidez aumentar os impostos e depois aumentá-los da forma como o PSD vem fazendo, então não sei o que será uma mentira) e é com esta “legitimidade democrática” que pretendem persistir num novo governo? Só mesmo de loucos.

Mas será que alguém acha que demitindo-se Passos Coelho, Gaspar e Relvas,  o PSD muda no essencial da sua actuação? Será que alguém pensa que estes senhores estão a governar assim contra a vontade do PSD?

E alguém pensa que um futuro governo, cujo primeiro ministro não foi a votos, terá a força suficiente para gerir o país? Ou será que o exemplo de Santana Lopes não chegou?

Mesmo que isto pudesse ser uma solução, íamos ter Pedro Passos Coelho a demitir-se (estou mesmo a vê-lo fazer isso, é já amanhã)? Ou será Cavaco que o demite (esta confesso que me dá vontade de rir, pensar que o homem da “magistratura de influência” alguma vez tomará uma posição destas)?
De qualquer das formas, a acontecer isto, quem seria o D. Sebastião do PSD que iria substituir Passos Coelho?  

Talvez um novo Cavaco a fazer a rodagem do carro? Para imagens destas, podemos pensar numa coisa mais cinematográfica. Talvez um dos barões do PSD sair do meio do nevoeiro, entrar num possível congresso montado num grande cavalo branco, sendo aclamado de pé pela unanimidade dos congressistas. Esta sim, seria uma imagem espectacular (diria mais um verdadeiro ícone, ao nível do melhor do Estado Novo).

Ex.mos senhores, não acham que já chega de arranjinhos políticos de "vira o disco e toca o mesmo", ou de soluções rebuscadas em que impomos a nossa vontade alicerçada numa hipotética legitimidade democrática?

Basta. Deixem-se de parvoíces. Se este Governo cair (e eu não não espero que caia, eu QUERO  que caia) só há uma solução: ELEIÇÕES LEGISLATIVAS IMEDIATAS.

O País precisa de ter um Governo com a legitimidade conferida pela urnas. Será que é necessário repetir à exaustão que qualquer solução que resulte de uma possível demissão do Governo, terá de sair de resultados eleitorais?

É impensável qualquer outro tipo de arranjinho e, mesmo que o resultado das eleições não me venha a agradar (o meu prognóstico é que ou volta o PSD a ganhar ou ganha o PS de Seguro e nenhuma destas soluções me agrada), a vontade do Povo é soberana.

Só espero que, seja quem for que vença essas eleições, as vença dizendo a verdade e propondo programas de Governo que venham de facto a pôr em prática. E aí sim, mesmo não me agradando, aceitarei democraticamente o resultado.


domingo, 17 de março de 2013

EXIJO OS MEUS DIREITOS FUNDAMENTAIS

Para quem tem dúvidas, eu não exijo nada que não esteja consagrado nos meus direitos fundamentais.

Nestes tempos conturbados, é essencial que nos lembremos dos nossos direitos fundamentais, para que em todas os nossos protestos, em todas as nossas lutas, digam o que disserem, não nos esqueçamos que não estamos a exigir mais do que aquilo que está universalmente consagrado na DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM (sendo Portugal  um dos seus signatários, para além daqueles países que hoje em dia insistem em castigar os países fracos do sul da europa, apenas porque estes ousaram sonhar).

É fundamental que nos lembremos desta Declaração, quando o Governo, leal lacaio da troika, para além de tudo o que já nos roubou, quiser implementar o famoso corte de 4 mil milhões, defendendo que a maior fatia deverá ser nas prestações sociais, saúde e educação.


Para além do link (que não é mais do que o Diário da República online), transcrevo 3 artigos dessa Declaração e, por achar que são suficientemente eloquentes, abstenho-me de mais comentários.

Leiam e vejam se estamos a exigir algo a que não tenhamos pleno direito. Só para terminar, era bom que o PS e a UGT se lembrassem disto.

Artigo 22.º
Toda a pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social; e pode legitimamente exigir a satisfação dos direitos económicos, sociais e culturais indispensáveis, graças ao esforço nacional e à cooperação internacional, de harmonia com a organização e os recursos de cada país.
 
Artigo 23.º

1.Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à protecção contra o desemprego.
2.Todos têm direito, sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual.
3.Quem trabalha tem direito a uma remuneração equitativa e satisfatória, que lhe permita e à sua família uma existência conforme com a dignidade humana, e completada, se possível, por todos os outros meios de protecção social.
4.Toda a pessoa tem o direito de fundar com outras pessoas sindicatos e de se filiar em sindicatos para a defesa dos seus interesses.

Artigo 25.º

1.Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade.
Artigo 26.º

1.Toda a pessoa tem direito à educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensino técnico e profissional deve ser generalizado; o acesso aos estudos superiores deve estar aberto a todos em plena igualdade, em função do seu mérito.
2.A educação deve visar à plena expansão da personalidade humana e ao reforço dos direitos do homem e das liberdades fundamentais e deve favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos, bem como o desenvolvimento das actividades das Nações Unidas para a manutenção da paz.



sexta-feira, 15 de março de 2013

Governo é mau mas oposição não convence

 
 
 
Aqui está mais uma notícia interessante. É uma grande novidade? Atrevo-me a dizer que nem é grande, nem sequer pequenina . Pelo menos para mim não é e, a fazer fé nesta sondagem, também não o é para muitos portugueses.
 
Nem novidade, nem nada com que eu também não concorde, se não na totalidade, pelo menos em parte.
 
Quero sinceramente que este governo caia. Basta ver a revisão em alta dos números do desemprego que aquele senhor, acho que se chama Gaspar, veio hoje anunciar (outra notícia que também não é novidade, assim como as revisões sobre revisões desse senhor) para querer que o Governo caia, quanto mais depressa melhor.
 
Quero sinceramente que este governo caia, que esta estratégia política mude radicalmente, mas olho para o dia a seguir de umas possíveis eleições e o que é que tenho?
 
Tenho um PS com António José Seguro à frente, a procurar alianças com os chamados partidos do "arco do poder"... o que a fazer fé nesta sondagem só seria viável com uma coligação tipo "bloco central". Sinceramente, um cenário destes põe-me os cabelos em pé...
 
Sei o que não tenho. Não tenho este PS de António José Seguro a tentar alianças à esquerda (a confirmar-se esta sondagem, teria de ser pelo menos com a CDU). Por este lado das alianças à Esquerda penso que estamos conversados, bastando para tal, ter estado atento às notícias dos últimos dias.
    
É por isto e muito mais que estas sondagens não são novidade. Olho para elas e, infelizmente, entendo-as perfeitamente.
 
Entendo perfeitamente porque é que olho para o gráfico de avaliação do governo e vejo que 77% consideram a sua actuação Má, mas apenas 45% querem a sua demissão (percentagem quase igual à dos que querem a sua manutenção).
 
E também entendo perfeitamente esta aparente contradição. Entendo, precisamente porque, segundo a sondagem, 61% dos portugueses acha que a oposição não faria melhor.   
 
Para já não falar dos 57% que não vêm na oposição propostas alternativas às medidas deste Governo, com as quais estejam de acordo.  
 
 
 


Quanto a mim, entendo e em alguns pontos partilho estas opiniões.
Entendo porque olho para o PS de António José Seguro e vejo, relativamente ao Governo, mais do mesmo (provavelmente e muito naturalmente, com uns rebuçados para nos adoçar o paladar). Pela forma como tem feito oposição a este governo, não o estou a ver a reivindicar e resistir com sucesso às imposições da "troika".
 
Estou a vê-lo, talvez num início de mandato mais fulgurante, a fazer algum barulho, mas a acabar por ser um Passos Coelho 2 (e aí como em tudo, mesmo que os originais sejam maus, as sequelas costumam ser muito piores). E eu, sinceramente, gostava muito de estar enganado.
 
Há ainda outra coisa e é bom que a oposição reflicta nisto. O PSD, apesar de abaixo do PS, subiu nas intenções de voto e está a uns meros 3% de distância.  Isto quer dizer apenas que nos arriscamos muito a, nas próximas eleições, ter o PSD outra vez como vencedor.  E, quer gostemos ou não do resultado (e eu não gosto nada mesmo), a vontade do povo é soberana.
 
Dir-me-ão que isto são sondagens... só espero que depois não digam que não contavam com o resultado.
 
 

quinta-feira, 14 de março de 2013

João Proença diz que o Governo habituou mal a "troika"...



 
  
Curioso título do DN: "João Proença diz que o Governo habituou mal a "troika"????"
Ah, sim???? … e isso não é o mesmo que a UGT tem feito com o Governo? Ou estarei enganado?
Parece-me que não estou, mas...

Pelo menos na minha perspectiva, não me parece que a UGT tenha feito grande finca-pé na defesa  dos direitos dos  seus associados e dos trabalhadores em geral… ou também me responderão que andam a exercer uma “magistratura de influência” (onde é que já ouvi isto) nos bastidores.

A fazer fé noutros personagens que alegam que é no recato dos seus castelos, palácios ou simples e humildes casinhas, que lutam afincadamente pelos direitos dos mais desprotegidos, João Proença também tem conseguido resultados excepcionais, tão excepcionais que não são visíveis aos olhos dos comuns cidadãos. Naturalmente que eu, como comum cidadão, também não os consigo ver.

O que eu vejo (friso que é como comum cidadão, provavelmente desatento e mal informado), é uma UGT ausente das grandes lutas  que um pouco por todo o país têm vindo a acontecer (ou será que também já consideram que a rua não é espaço democrático para reivindicações).

O que eu vejo e sinto, é uma UGT que habituou muito mal, mesmo muito mal  o Governo. Tão mal que este (Governo) não tem qualquer pudor em fazer tábua rasa do(s) acordo(s) assinado(s) na concertação social com a UGT. E o que faz João Proença quanto a isto? Vem muito mansamente sugerir que, se o governo continuar a quebrar  os termos do acordo de concertação, a UGT pode vir a anulá-lo.

Seria cómico, se não fosse trágico. Então depois de tantos e tantos atropelos que o Governo tem feito aos mais elementares direitos de todos nós, sem que haja uma verdadeira atitude de protesto e de luta contra estes atentados contínuos, ainda anda a UGT a pensar no que há-de fazer e a ameaçar que está a equacionar quebrar o acordo?

Agora anda o Sr. João Proença todo contente a dizer nos meios de comunicação que vai a uma grande conferência de trabalhadores europeus e leva um manifesto (???).

É má língua da minha parte, mas João Proença e António Seguro, devem ter sido colegas nalgum curso sobre como fazer oposição ao Governo. É que, segundo parece, um dos tópicos deste curso, era sobre como fazer oposição escrevendo cartas e/ou manifestos a personagens e instituições europeias e ao mesmo tempo no país ir fazendo ameaças sobre quebrar acordos e memorandos já há muito espezinhados pelo governo.

Será também má língua da minha parte pensar que o Sr. João Proença e a UGT têm estas atitudes, devido à existência duma ala muito poderosa dentro das suas fileiras, chamada TSD (para os distraídos significa "Trabalhadores Sociais-Democratas"), que como todos nós sabemos, não tem nada a ver com os partidos do governo. Nada mesmo!!! Mas como eu digo, isto é só má língua.


Exmo João Proença, para terminar, não foi só o Governo que “habituou mal a Troika”, foram V.Exa e a UGT que habituaram mal, mesmo muito mal, o Governo.





quarta-feira, 13 de março de 2013

Alunos do Básico ao Secundário manifestam-se hoje...






Uma democracia está viva quando os seus jovens participam e reivindicam os seus direitos em actos de cidadania... e, para alguns "distraídos", as manifestações, os protestos de rua, as greves são actos da mais pura democracia.

E é dum verdadeiro exercício de cidadania, da mais pura democracia participativa, que se trata nestas manifestações que os estudantes do ensino básico e secundário promovem hoje em algumas dezenas de escolas deste país.

Estes estudantes, com maior ou menor razão nos seus protestos (do ponto de vista deles e do meu também, com toda a razão ), vêm mostrar a recusa de um sistema que os trata não como um investimento e uma aposta no futuro do país, mas como uma despesa a ser cortada por esta avalanche "merkeliano-gasparista" que nos assola.

Estes estudantes, que neste protesto deitam por terra todas as afirmações sobre a ausência dos jovens relativamente à política e à cidadania, esquecendo-se quem critica esta "ausência" que os jovens apenas não se revêm no sistema político-partidário vigente. Estas manifestações e outras de jovens ou com jovens que têm acontecido por esse país fora, vêm precisamente provar o contrário. Vêm provar que os jovens (assim como todos aqueles que participaram nas manfestações de 15 de Setembro e de 2 de Março) acreditam na cidadania, acreditam na democracia, recusando liminarmente o dirigismo partidário que se foi abatendo na nossa sociedade.

Assim como toda uma grande maioria de portugueses, estes jovens devem ser ouvidos pelos partidos políticos, para que façam agum tipo de inversão nas suas trajectórias e comecem a responder áquilo que é essencial, isto é, a porem de facto em prática uma verdadeira democracia representativa dos legítimos anseios do seu Povo.

Após esta introdução e, olhando para estas manfestações, é importante para mim deixar bem claro o meu apoio inequívoco, porque este actual estado de coisas não é só uma preocupação dos alunos ou dos professores e funcionários, é também uma preocupação nossa como pais, irmãos, avós, tios, primos, vizinhos... ou simplesmente concidadãos.

A degradação das condições económicas das famílias e por conseguinte dos estudantes, a aposta puramente coontabilística e irracional da actual estratégia educativa, tornam urgente que todos nós nos unamos para dizer NÃO.

  • NÃO ao ataque contínuo feito ao próprio sistema educativo e à degradação das suas mais elementares condições de funcionamento.
  • NÃO ao ataque contínuo feito aos professores, seja na degradação das suas condições e estatuto profissinal, seja no puro e simples empurrão para o desemprego.
  • NÃO ao ataque contínuo feito aos funcionários das escolas, a quem se augura o mesmo destino.
  • NÃO ao ataque contínuo às justas expectativas dos estudantes, seja no seu percurso escolar ou nas saídas que o futuro lhes poderia reservar.
  • NÃO ao ataque contínuo às condições socio-económcas das famílias, que têm um impacto directo sobre a continuidade destes jovens no sistema de ensino.
Um país que percorreu nestes anos pós 25 de Abril, uma longa caminhada na qualificação dos seus jovens (e adultos) arrisca-se, em breves anos, a um retrocesso de consequências imprevisíveis. Imprevisíveis não são, confesso. É mais do que previsível o destino desta(s) geração(ões) de jovens, seja a engrossar as fileiras do desemprego e/ou da emigração (perdendo o país todo o investimento feito) e/ou do abandono escolar, etc. etc. etc....

É por isto tudo, que me sinto no dever de expressar o meu total apoio a este dia de luta destes estudantes....  só espero que venham mais!!!

terça-feira, 12 de março de 2013

Quantas mais gerações perdidas serão necessárias?





Olho para a notícia do Público e leio coisas como:
  • "A Europa gastou milhões de euros para resgatar os bancos, mas, com a crise e os actuais níveis de desemprego, em particular entre os jovens, arrisca-se a perder uma geração, considera o presidente do Parlamento Europeu".
  • “Grécia, Espanha e Itália têm, talvez, as gerações mais qualificadas da sua história”. Os pais investiram na educação dos filhos e “agora, que estão prestes a entrar no mercado de trabalho, a sociedade diz-lhes: ‘Não há lugar para vocês’”, critica Schulz. “Estamos a criar uma geração perdida”.
  • Para Schulz (do partido Social Democrata da Alemanha), se a zona euro encontrou “700 mil milhões de euros para estabilizar o sistema financeiro”, terá de investir um montante idêntico para “estabilizar” as novas gerações nos países em dificuldades. “Somos os campeões do mundo dos cortes orçamentais, mas temos menos ideias quando é preciso estimular o crescimento”.
E esta não é uma voz única,  falando de vozes pretensamente conhecedoras dos meandros da política e instituições europeias e de vozes que são incontestavelmente pró-europeias e não enfermam de radicalismos anti-sistema (uma das formas suaves de apelidar aqueles que estão completa e convictamente contra a opção dominante, a da "austeridade custe o que custar").

Olho para esta notícia (e para dezenas de outras que vão aparecendo) e pergunto: Quantas mais gerações perdidas serão necessárias para que alguma coisa mude no essencial das políticas europeias?

Onde está a Europa que correu apressadamente a conter a crise do sistema bancário e agora não move uma palha para apoiar os seus jovens?

Onde está a Europa que sem qualquer tipo de prudência se apressou a injectar milhares de milhões a coberto de uma possível contaminação de todo o sistema (veja-se a nacionalização apressada do BPN em Portugal, e aqui não estou a falar dos crimes que lá ocorreram)? Onde está essa Europa quando milhões dos seu filhos engrossam as fileiras do desemprego?

Onde está a Europa que correu apressadamente a salvar o seu sistema bancário, carregando os seus contribuintes com as consequências desse descalabro (olhemos para a Irlanda)? Onde está essa Europa em que os seus reformados e pensionistas retrocedem ao tempo dos seus pais, em que a segurança social era praticamente inexistente?

Onde está a Europa, paladina (e bem) dos Direitos do Homem, defensora (e bem) dos mais elementares direitos dos Povos do Mundo?Onde está essa Europa que quando se trata do bem estar do seu próprio Povo acha que pode descartar gerações, em nome de interesses político-financeiros inconfessáveis?

Onde está a Europa que fala em união e solidariedade entre os Povos e esquece a união e solidariedade entre os seus pares? Onde está essa Europa que se apressou a defender um sistema financeiro corrupto (se não legalmente, de certeza que etica e moralmente corrupto) e que quando se trata de solidariedade e ajuda aos seus, se remete à prudência mais absurda e abjecta, em que as decisões que poderão ter algum peso estão dependentes dos calendários eleitorais ( dos países mais poderosos naturalmente).

Onde está a Europa?... eu não vejo nenhuma Europa, sinceramente.
Vejo um conjunto de países e interesses "poderosos", que descaradamente impõem as suas concepções políticas, no mais puro e descarado imperialismo. Esse imperialismo em que se faziam guerras para conquistar o mundo, agora renasceu com uma força e uma desfaçatez sem paralelo na história. Esse imperialismo em que, a troco de grandes promessas de solidariedade e união, se injectam milhões atrás de milhões (exigindo naturalmente o abandono dos mais elementares factores de produção) em que se empresta tudo e mais alguma coisa e, hipocritamente, se diz ao moribundo que se tem a receita para a salvação e mais não se faz que o sugar até à última gota.
Esse imperialismo, que um dia destes aparecerá com uma união de estados federados, como a solução para todos os males. Mas atenção, isso já numa fase em que os "pobres" estados não farão mais que aceitar tudo o que lhes é imposto...

E quando esses "Estados Federados" existirem, aí olharemos para trás e veremos Napoleões, Hitlers, e outros que tais a darem cabeçadas nas paredes e a gritar "porque é que eu não pensei nisto?".

Só que estas coisas, às vezes (para não dizer sempre), acabam por correr mal aos impérios... e as chamadas "gerações perdidas" acabam por estragar todos esses planos.

O problema, para mim, não são as quedas dos impérios. Esses, acho bem que caiam.
O problema, para mim, não são as quedas dos sistemas financeiros. Esses, se forem corruptos, acho bem que caiam.

O problema, para mim, é o preço que se paga...
Sim, porque no fim de tudo há um preço... são as pessoas, os povos, as gerações perdidas.

E esse para mim é um preço inaceitável...

sexta-feira, 8 de março de 2013

8 DE MARÇO... AINDA HÁ TANTO PARA FAZER!!!!

Um dia de Homenagem (mais que merecida) a todas as Mulheres... mas não um dia de alegria!!!!
Porque ainda há tanto para fazer...até que este possa ser um dia de alegria.
Que esta imagem sirva para uma reflexão...

quinta-feira, 7 de março de 2013

Perdoe-me Sr. Presidente!!! sou tão injusto consigo...

Afinal o homem está vivo e recomenda-se.... diz que "trabalha 10 horas ou até 12 horas por dia, em Belém e que a partir da Presidência da República influencia mais as decisões políticas do que com "mediatismo público""...
 
 
Que injustos que somos todos nós...eu e aqueles que lhe proporcionaram uma vaia monumental ainda há uns dias atrás e que (imaginem a ingratidão) não perdem uma oportunidade para o atacar.
 
Que giro era se nos perguntassem o que é que tínhamos feito no nosso trabalho (porque não se viam  resultados) e respondessemos que tínhamos estado nos bastidores a exercer influência sobre as decisões dos nossos colegas... era giro era. Mas ainda mais giro era quando fossemos postos no olho da rua.
 
Pois bem, que me desculpe o mestre da "magistratura de influência", mas era mesmo isso que ele merecia...ser posto bem no olho da rua.
 
Eu sei que estou a ser mauzinho...estou a querer pôr na rua um homem que já sobrevive com tantas dificuldades, que tem de sustentar a família e ainda (muito provavelmente) ajudar os filhos e netos que se encontram na rua da amargura.
 
Se a mísera pensão já não lhe chega tenho medo que o pobre homem não aguente (ao contrário de outros que poderiam dizer "ai aguenta, aguenta").
 
Só para não perder muito mais tempo com esta pobre "vítima" dos Portugueses (ingratos que tanto lhe devem), deixo-lhe aqui um pedido e um conselho:
 
 
 
  • Pedido: Exmo Sr. Presidente, por favor continue caladinho e quietinho... pelo menos não temos de ouvir o choradinho patético a que já nos habituou.
  •  
  • Conselho: vendo que V.Exa se encaixa no perfil de um "REFORMADO INDIGNADO", inscreva-se naquela nova e nobre associação, criada há pouco tempo. Sei que se sentirá muito bem acompanhado.
 
 


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