http://www.jn.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=3116171
Ou sou eu que estou maluco, ou
esta gente passou-se.
Então agora vem Freitas do
Amaral, depois de Jardim, defender uma “solução” destas. Se forem só estes
dois, fico relativamente descansado porque acho que já ninguém os leva muito a sério.
O que me incomoda é, quantos mais andam por aí a pensar numa solução destas?
Como é que alguém pode pensar
nisto, pergunto-me eu. Este Governo e esta maioria venceram as eleições
mentindo descaradamente aos portugueses (se não é mentir descaradamente, dizer,
por exemplo, que é uma estupidez aumentar os impostos e depois aumentá-los da
forma como o PSD vem fazendo, então não sei o que será uma mentira) e é com esta “legitimidade
democrática” que pretendem persistir
num novo governo? Só mesmo de loucos.
Mas será que alguém acha que
demitindo-se Passos Coelho, Gaspar e Relvas,
o PSD muda no essencial da sua actuação? Será que alguém pensa que estes
senhores estão a governar assim contra a vontade do PSD?
E alguém pensa que um futuro
governo, cujo primeiro ministro não foi a votos, terá a força suficiente para
gerir o país? Ou será que o exemplo de Santana Lopes não chegou?
Mesmo que isto pudesse ser uma
solução, íamos ter Pedro Passos Coelho a demitir-se (estou mesmo a vê-lo fazer
isso, é já amanhã)? Ou será Cavaco que o demite (esta confesso que me dá
vontade de rir, pensar que o homem da “magistratura de influência” alguma vez
tomará uma posição destas)?
De qualquer das formas, a
acontecer isto, quem seria o D. Sebastião do PSD que iria substituir Passos
Coelho?
Talvez um novo Cavaco a fazer a
rodagem do carro? Para imagens destas, podemos pensar numa coisa mais
cinematográfica. Talvez um dos barões do PSD sair do meio do nevoeiro, entrar
num possível congresso montado num grande cavalo branco, sendo aclamado de pé
pela unanimidade dos congressistas. Esta sim, seria uma imagem espectacular
(diria mais um verdadeiro ícone, ao nível do melhor do Estado Novo).
Ex.mos senhores, não acham que já
chega de arranjinhos políticos de "vira o disco e toca o mesmo", ou de soluções
rebuscadas em que impomos a nossa vontade alicerçada numa hipotética legitimidade democrática?
Basta. Deixem-se de parvoíces. Se
este Governo cair (e eu não não espero que caia, eu QUERO que caia) só há uma solução: ELEIÇÕES LEGISLATIVAS IMEDIATAS.
O País precisa de ter um Governo
com a legitimidade conferida pela urnas. Será que é necessário repetir à exaustão
que qualquer solução que resulte de uma possível demissão do Governo, terá de
sair de resultados eleitorais?
É impensável qualquer outro tipo
de arranjinho e, mesmo que o resultado das eleições não me venha a agradar (o
meu prognóstico é que ou volta o PSD a ganhar ou ganha o PS de Seguro e nenhuma
destas soluções me agrada), a vontade do Povo é soberana.
Só espero que, seja quem for que
vença essas eleições, as vença dizendo a verdade e propondo programas de
Governo que venham de facto a pôr em prática. E aí sim, mesmo não me agradando,
aceitarei democraticamente o resultado.

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