Mais
um que devia estar caladinho.
Este artista vem agora dizer e cito a notícia:”A geração grisalha não pode asfixiar a geração nova da maneira como tem feito até aqui. Não pode ser. Eu sou pensionista, sou da geração grisalha, quem me dera a mim que não toquem nas reformas, mas tocam, vão tocar e eu acho muito bem. Não há outro remédio”, insistiu Silva Lopes.
E
admiramo-nos nós que o país tenha chegado onde chegou. Basta ver a verdadeira
corja que tem andado por aí a (des)governar-nos ao longo destes anos.
Este artista vem agora dizer e cito a notícia:”A geração grisalha não pode asfixiar a geração nova da maneira como tem feito até aqui. Não pode ser. Eu sou pensionista, sou da geração grisalha, quem me dera a mim que não toquem nas reformas, mas tocam, vão tocar e eu acho muito bem. Não há outro remédio”, insistiu Silva Lopes.
Tadinho,
uma verdadeira alma que se quer sacrificar pela geração mais jovem. Um
verdadeiro herói. Só que não há bela sem senão... basta fazer alguma pesquisa
na internet e encontramos notícias como a do Correio da Manhã, algures em 2008
que dizia em título “Silva Lopes ganhou 410 mil por 4 meses no Montepio” (ver notícia no Correio da Manhã).
Este
conceituado economista e ex-(des)governante não se importa de cortar na sua
própria pensão. Relacionando as duas notícias, tive uma ideia. Mesmo que seja
uma ideia disparatada, acho que não vai destoar no meio de tanto disparate que
tem sido dito neste país.
Posto
isto, (para não dizerem que sou só críticas) sugiro uma solução para o problema
dos cortes nas pensões e até aposto que a “geração grisalha” além de não
protestar, ainda vai aplaudir.
Pois
bem, a solução é a seguinte:
-
ponham todos os reformados a trabalhar mais quatro meses e paguem-lhes 410 mil
euros por isso. Em troca, têm de aceitar um corte de 10% das suas pensões.
Aposto o que quiserem que a adesão a esta medida seria de 100% e muita gente ia
pedir a pré-reforma só para ter direito a ela.
Disparates
à parte, porque o momento é sério, esta corja "conceituada" fazia bem
em estar caladinha.
Mas
os disparates não ficam por aqui. Segundo a notícia o homem ainda diz mais:
“Sou a favor da contribuição de solidariedade social, sou a favor desta taxa
que o Governo agora promete e que, se calhar, também vai ser declarada
inconstitucional. E digo uma coisa: se nós temos a Constituição e a
interpretação do Tribunal Constitucional a impedir estas coisas, isto rebenta
tudo”.
Pois
é. Que maçada, a Constituição. Pior ainda, o Tribunal Constitucional que a põe
em prática…
Este
“senhor” bem se podia juntar à longa fila de outros distintos “democratas”, que
culpam a Constituição e o Tribunal Constitucional por dizerem que o zé povinho
também tem “direitos adquiridos”.
É
que, num país a sério, com uma constituição mais “amigável” ou com um tribunal
constitucional mais “compreensivo”, os direitos adquiridos seriam unicamente
pertença duma elite constituída pelas grandes empresas ligadas às PPPs, pelos
bancos e respectivos membros dos
conselhos de administração, pelos governantes e deputados e, para não me
alongar, digamos por outros semelhantes e afins.
Aliás, esta tralha toda podia juntar-se a outros que acham que seria interessante poder suspender a democracia durante seis meses. Uma medida destas até podia ser colocada num artigo da tal constituição “amigável” e, quem sabe, não viria uma qualquer maria dizer ao marido que esse artigo tinha sido lá colocado por inspiração de Nossa Senhora de Fátima…
Aliás, esta tralha toda podia juntar-se a outros que acham que seria interessante poder suspender a democracia durante seis meses. Uma medida destas até podia ser colocada num artigo da tal constituição “amigável” e, quem sabe, não viria uma qualquer maria dizer ao marido que esse artigo tinha sido lá colocado por inspiração de Nossa Senhora de Fátima…

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