quarta-feira, 15 de maio de 2013

Silva Lopes defende que não há alternativas ao corte nas pensões...


Mais um que devia estar caladinho.

E admiramo-nos nós que o país tenha chegado onde chegou. Basta ver a verdadeira corja que tem andado por aí a (des)governar-nos ao longo destes anos.

Este artista vem agora dizer e cito a notícia:”A geração grisalha não pode asfixiar a geração nova da maneira como tem feito até aqui. Não pode ser. Eu sou pensionista, sou da geração grisalha, quem me dera a mim que não toquem nas reformas, mas tocam, vão tocar e eu acho muito bem. Não há outro remédio”, insistiu Silva Lopes.
 
Tadinho, uma verdadeira alma que se quer sacrificar pela geração mais jovem. Um verdadeiro herói. Só que não há bela sem senão... basta fazer alguma pesquisa na internet e encontramos notícias como a do Correio da Manhã, algures em 2008 que dizia em título “Silva Lopes ganhou 410 mil por 4 meses no Montepio” (ver notícia no Correio da Manhã).
 
Este conceituado economista e ex-(des)governante não se importa de cortar na sua própria pensão. Relacionando as duas notícias, tive uma ideia. Mesmo que seja uma ideia disparatada, acho que não vai destoar no meio de tanto disparate que tem sido dito neste país.
 
Posto isto, (para não dizerem que sou só críticas) sugiro uma solução para o problema dos cortes nas pensões e até aposto que a “geração grisalha” além de não protestar, ainda vai aplaudir.
 
Pois bem, a solução é a seguinte:
 
- ponham todos os reformados a trabalhar mais quatro meses e paguem-lhes 410 mil euros por isso. Em troca, têm de aceitar um corte de 10% das suas pensões. Aposto o que quiserem que a adesão a esta medida seria de 100% e muita gente ia pedir a pré-reforma só para ter direito a ela.
 
Disparates à parte, porque o momento é sério, esta corja "conceituada" fazia bem em estar caladinha.
 
Mas os disparates não ficam por aqui. Segundo a notícia o homem ainda diz mais: “Sou a favor da contribuição de solidariedade social, sou a favor desta taxa que o Governo agora promete e que, se calhar, também vai ser declarada inconstitucional. E digo uma coisa: se nós temos a Constituição e a interpretação do Tribunal Constitucional a impedir estas coisas, isto rebenta tudo”.
 
Pois é. Que maçada, a Constituição. Pior ainda, o Tribunal Constitucional que a põe em prática…
 
Este “senhor” bem se podia juntar à longa fila de outros distintos “democratas”, que culpam a Constituição e o Tribunal Constitucional por dizerem que o zé povinho também tem “direitos adquiridos”.
 
É que, num país a sério, com uma constituição mais “amigável” ou com um tribunal constitucional mais “compreensivo”, os direitos adquiridos seriam unicamente pertença duma elite constituída pelas grandes empresas ligadas às PPPs, pelos bancos  e respectivos membros dos conselhos de administração, pelos governantes e deputados e, para não me alongar, digamos por outros semelhantes e afins.

Aliás, esta tralha toda podia juntar-se a outros que acham que seria interessante poder suspender a democracia durante seis meses. Uma medida destas até podia ser colocada num artigo da tal constituição “amigável” e, quem sabe, não viria uma qualquer maria dizer ao marido que esse artigo tinha sido lá colocado por inspiração de Nossa Senhora de Fátima…

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