triste é o meu olhar.
estou perante ti,não sinto, não penso, não choro
nem sei de onde vim.
quero dar-te a mão,
abandonar-me no teu colo,
ouvir-te chamar por mim.
não sinto, não penso, não choro
dou-te só a mão,
beijo o teu rosto,
chamo por ti.
pálida está a tua mão
e eu, que não sinto, não penso,
nem sequer choro, aqui estou
perante ti. e triste,
tão triste é o meu olhar.
Luciano Santos, em "A Porta Verde"
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