quando um
dia para mim esta viagem
terminar e
distante o meu fogo estivernão invoquem deuses nem preces
deixem-me partir altivo e senhor de mim
deixem que
o meu corpo distante de mim
em chamas
se consuma e nos braçosdo vento se espalhe pelas águas
de uma qualquer viagem
que o meu corpo se consuma sem deuses
nem preces
apenas eu altivo e senhor de mim
terminando esta viagem como a vivi
deixem-me partir senhor do meu ser
Luciano Santos, em "A Porta Verde"
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