1 – Artur Bual
Artur Bual (Lisboa, 1926 - Amadora, 1999): artista plástico português que influenciou de forma determinante a arte em Portugal na segunda metade do século XX.
Embora escultor e ceramista, é como pintor gestualista que a sua obra artística é mais reconhecida. Realizou diversas exposições em Portugal e no estrangeiro.
Está representado em diversas coleções: Palácio da Justiça de Lisboa, Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Museus Nacionais, Câmaras Municipais, Centro de Formação Profissional de Pegões, Governo Regional dos Açores, etc. Executou diversos frescos em doze capelas, no Alentejo e Ribatejo.
Faz parte de uma lista de pintores historicamente representativos das várias tendências da pintura abstracta em Portugal. A razão é que a pintura de Bual é a primeira, e ainda a mais importante, referência do gestualismo na pintura portuguesa.
Com efeito, o gestualismo principiou na pintura portuguesa em 1958 com Artur Bual e foi na obra deste pintor que atingiu, e mantém ainda, a sua mais alta expressão estética.
Artur Bual (Lisboa, 1926 - Amadora, 1999): artista plástico português que influenciou de forma determinante a arte em Portugal na segunda metade do século XX.
Embora escultor e ceramista, é como pintor gestualista que a sua obra artística é mais reconhecida. Realizou diversas exposições em Portugal e no estrangeiro.
Está representado em diversas coleções: Palácio da Justiça de Lisboa, Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Museus Nacionais, Câmaras Municipais, Centro de Formação Profissional de Pegões, Governo Regional dos Açores, etc. Executou diversos frescos em doze capelas, no Alentejo e Ribatejo.
Faz parte de uma lista de pintores historicamente representativos das várias tendências da pintura abstracta em Portugal. A razão é que a pintura de Bual é a primeira, e ainda a mais importante, referência do gestualismo na pintura portuguesa.
Com efeito, o gestualismo principiou na pintura portuguesa em 1958 com Artur Bual e foi na obra deste pintor que atingiu, e mantém ainda, a sua mais alta expressão estética.
Bual aparece no meio artístico português nos anos 50. Um tempo de alguns equívocos mas também de intensa ebulição criativa, em que a arte abstracta, até ali dispersa, passa a ser vista como uma vanguarda entre / ou contra, o Neo-Realismo e o Surrealismo, que eram, desde o final da II Guerra Mundial, os movimentos modernos que agitavam mais alto as bandeiras.
O seu nome figura entre os dos artistas abstractos de Portugal que a Galeria de Março, (1952-54) reuniu "em parada completa pela primeira vez" em Abril de 1954 num I Salão de Arte Abstracta, mas a sua pintura não tinha ainda encontrado nessa altura, um rumo próprio: o abstraccionismo, conquanto provável no seu horizonte, não constituía senão uma tendência. Bual não tinha qualquer filiação estética especialmente nominável e quanto à sua posição em face da questão do momento: "o que era ser figurativo ou não figurativo?" tanto não rejeitava como também não se submetia à representação do real.
O que na verdade a sua pintura tendia a representar (isso o ia levar, justamente, ao gestualismo) era o próprio acto de pintar. (2)
O seu nome figura entre os dos artistas abstractos de Portugal que a Galeria de Março, (1952-54) reuniu "em parada completa pela primeira vez" em Abril de 1954 num I Salão de Arte Abstracta, mas a sua pintura não tinha ainda encontrado nessa altura, um rumo próprio: o abstraccionismo, conquanto provável no seu horizonte, não constituía senão uma tendência. Bual não tinha qualquer filiação estética especialmente nominável e quanto à sua posição em face da questão do momento: "o que era ser figurativo ou não figurativo?" tanto não rejeitava como também não se submetia à representação do real.
O que na verdade a sua pintura tendia a representar (isso o ia levar, justamente, ao gestualismo) era o próprio acto de pintar. (2)
1.1 A pintura “gestualista” de Artur Bual
Artur Bual cedo se revelou um dos artistas mais dotados da sua geração, considerado um pioneiro da pintura gestual em Portugal, desde o início dos Anos Cinquenta. Ao Longo de cerca de 50 Anos de pintura, o seu gestualismo de vocação expressionista sempre se debateu entre a abstracção e a figuração, na apropriação de um espaço cenográfico, onde se inscreve o ritmo convulsivo do gesto do pintor.
A sua palete não abdica do claro-escuro do cromatismo tonal, que sugere profundidade e luminosidade, ao associar o negro a uma gama de tons sombrios até cinzentos e castanhos, de cuja densa obscuridade irrompem, por vezes, súbitos clarões de brancos, vermelhos sanguíneos e amarelos pálidos. Curiosamente, é no princípio e, mais deliberadamente no fim da sua carreira, que melhor se afirma a sua pintura gestual abstracta, expansiva e informal.
O expressionismo abstracto, que se vinha anunciando desde os anos 50, atinge ampla e significativa dimensão nos anos 90, nomeadamente nas últimas telas executadas em 1998, no ano que antecedeu a morte do pintor, em Janeiro de 1999. Numa visão retrospectiva a figuração e a abstracção alteram e frequentemente, se confundem, na obra de Artur Bual. É nos retratos de conhecidos Escritores Portugueses como Bocage, Camilo Castelo Branco, Aquilino Ribeiro (1963), Fernando Pessoa (1988) entre outros, que o talento do pintor vai ao encontro do gesto dominante.
De temperamento expressionista, o gesto do pintor tende a romper com esquemas de representação convencional, quer nas cabeças de "Cristo" quer nas "Crucificações", que sintetizam a paixão e a angústia existencial do homem contemporâneo. O desenho revela a gramática formal do artista. Na representação esquemática do nú feminino, em que a atitude de pose erótica-sensual, há algo de irreverente e provocatório. No traçado gestual de cavalos em movimento, a figura tende a reduzir-se a uma ágil caligrafia. Em Portugal, nomeadamente desde 25 de Abril de 1974, Dia da Liberdade, Artur Bual pintou ao vivo telas de grandes dimensões nos encontros Internacionais de Arte, nas Bienais de Cerveira e em outros locais públicos. A pintura de Artur Bual é a primeira e ainda hoje a mais importante referência do Gestualismo na Pintura Portuguesa. (3)
De temperamento expressionista, o gesto do pintor tende a romper com esquemas de representação convencional, quer nas cabeças de "Cristo" quer nas "Crucificações", que sintetizam a paixão e a angústia existencial do homem contemporâneo. O desenho revela a gramática formal do artista. Na representação esquemática do nú feminino, em que a atitude de pose erótica-sensual, há algo de irreverente e provocatório. No traçado gestual de cavalos em movimento, a figura tende a reduzir-se a uma ágil caligrafia. Em Portugal, nomeadamente desde 25 de Abril de 1974, Dia da Liberdade, Artur Bual pintou ao vivo telas de grandes dimensões nos encontros Internacionais de Arte, nas Bienais de Cerveira e em outros locais públicos. A pintura de Artur Bual é a primeira e ainda hoje a mais importante referência do Gestualismo na Pintura Portuguesa. (3)
"Cristos"
2 - O “Gestualismo” (Action Painting)
O gestualismo, pintura gestual ou action painting é uma forma de pintura abstracta onde se pode observar o gesto pictórico. Este tipo de pintura não apresenta esquemas prévios, e surgiu em Nova Iorque, nos anos 40 do século XX, sob influência dos processos surrealistas de pintura automática.
O gestualismo, pintura gestual ou action painting é uma forma de pintura abstracta onde se pode observar o gesto pictórico. Este tipo de pintura não apresenta esquemas prévios, e surgiu em Nova Iorque, nos anos 40 do século XX, sob influência dos processos surrealistas de pintura automática.
Alguns pintores inventam verdadeiras escritas pessoais fazendo sinais gráficos ao longo da superfície da tela, qua a levam a perder, em geral, a sugestão de violência muscular para se tornar opticamente mais atuante, chama-se então, pintura de sinais . Os sinais e os gestos de pintar como meio expressivo foram as bases desse tipo de pintura origininária do expressionismo abstrato. Tem como principais representantes Pollock, Kline e De Kooning. (2)
2.1 Jackson Pollock
2.1 Jackson Pollock
Pollock nasceu em Cody, no estado de Wyoming. Começou os seus estudos em Los Angeles e depois mudou-se para New York. Desenvolveu uma técnica de pintura, criada por Max Ernst, o 'dripping' (gotejamento), na qual respingava a tinta sobre suas imensas telas; os pingos escorriam formando traços harmoniosos e pareciam entrelaçar-se na superfície da tela.
Pollock foi muito importante para o 'dripping'; o quadro "UM" é um exemplo dessa técnica. Pintava com a tela colocada no chão para sentir-se dentro do quadro. Pollock parte do zero, do pingo de tinta que deixa cair na tela elabora uma obra de arte. Além de deixar de lado o cavalete, Pollock também não usa mais pincéis.
A arte de Pollock combina a simplicidade com a pintura pura e suas obras de maiores dimensões possuem características monumentais. Com Pollock, há o auge da pintura de ação (action painting). (2)
2.2 Willem de Kooning
A arte de Pollock combina a simplicidade com a pintura pura e suas obras de maiores dimensões possuem características monumentais. Com Pollock, há o auge da pintura de ação (action painting). (2)
2.2 Willem de Kooning
De Kooning foi um pintor figurativista, sobretudo retratista, e usou o guache, aguarela, pastel e técnicas mistas. Foi também escultor e desenhador.
A sua formação artística incluiu oito anos na Academia de Roterdão de Belas Artes e Técnicas. Nos anos 1920 Willem trabalhou como assistente do diretor de arte de um departamento de Rotterdam Store.
De Kooning era um dos trinta e oito artistas escolhidos a partir de um convite geral a Nova York para desenhar e pintar 105 murais públicos na Feira de 1939 Mundial de Nova York. O seu colega muralista, David Margolis relatou mais tarde as suas 1932 viagens a Savoy Ballroom e "o grande interesse no Jazz" de De Kooning.
Aos 21 anos, em 1926, embarcou clandestinamente para os Estados Unidos. Instalou-se em Nova Iorque e viveu de pequenos expedientse. Descobriu Greenwich Village, o bairro dos artistas, e ligou-se aos primeiros pintores abstratos americanos, decidindo, em 1935, dedicar-se inteiramente à pintura. Em 1937, juntou a partícula "de" ao seu nome para o tornar mais acolhedor.
Aos 21 anos, em 1926, embarcou clandestinamente para os Estados Unidos. Instalou-se em Nova Iorque e viveu de pequenos expedientse. Descobriu Greenwich Village, o bairro dos artistas, e ligou-se aos primeiros pintores abstratos americanos, decidindo, em 1935, dedicar-se inteiramente à pintura. Em 1937, juntou a partícula "de" ao seu nome para o tornar mais acolhedor.
Conheceu Arshile Gorky, com quem partilhou um atelier em 1947 e, tal como ele, se interessava pela pintura abstrata mais que pela figurativa. Graças aos seus conselhos, de Kooning «aprendeu a manter uma forma plana, dando a ideia de um volume». Ambos foram inspirados por Joan Miró e Pablo Picasso.
Em abril de 1948 expôs pela primeira vez sozinho, na Charles Egan Gallery. Em 1950 lançou uma série sobre as mulheres intitulada « Women », e representando Marilyn Monroe, seguida de outra série sobre os negros dos Estados Unidos. Começou-se a falar do "rosa de Kooning" e em 1961 instalou-se num grande atelier em East Hampton. Recusou categoricamente pertenças ou afiliações a movimentos artísticos. (2)
2.3 Franz Kline
2.3 Franz Kline
Tal como Jackson Pollock e outros pintores abstratos, Franz Kline utilizava um tipo de pintura abstracta designada pintura gestual (action painting). A maior parte do trabalho de Kline era "praticada espontaneamente". Desenhava muitos esboços dos seus trabalhos, nomeadamente em páginas de listas telefónicas, antes de elaborar o seu trabalho plástico.
Os melhores e mais conhecidos trabalhos expressionistas de Kline foram feitos com as cores branca e preta puras, ainda que por vezes introduzisse diversas tonalidades de ambas as cores.
Só voltou a utilizar cor nas suas pinturas a partir de 1955. Usou cor em muitos das suas mais importantes obras, mais consistentemente, após 1959.
Parece haver referências à caligrafia chinesa nas suas composições em branco e preto, apesar de que o artista sempre tenha negado dita relação. Pontes, túneis, edifícios e outras estruturas arquitectónicas e industriais foram usualmente mencionados como fontes da inspiração de Kline.
O estilo/método mais reconhecido do artista deriva de uma sugestão feita pelo seu amigo Willem De Kooning. Em 1948, Kooning sugeriu a Kline que experimentasse utilizar um projector para obter imagens sobre uma parede lisa. (2)
Fontes:
(1) Este artigo surge na sequência do desafio que me foi lançado por Valentim Rem (Valentim Remédios) no Facebook (a quem dou os parabéns), pretendendo ser apenas uma modesta contribuição para o início de uma partilha de pequenos e grandes “saberes”. Esta contribuição, como disse, é modesta e não tem qualquer espécie de originalidade, resultando somente duma pesquisa/compilação de textos encontrados na net. Apesar de o desafio lançado ser sobre Artur Bual, resolvi falar essencialmente sobre o seu percurso “gestualista” e um pouquinho sobre o “gestualismo”.
(2) http://pt.wikipedia.org
(3) http://www.eurogaleria.pt/consagrados/artur.xml
Os melhores e mais conhecidos trabalhos expressionistas de Kline foram feitos com as cores branca e preta puras, ainda que por vezes introduzisse diversas tonalidades de ambas as cores.
Só voltou a utilizar cor nas suas pinturas a partir de 1955. Usou cor em muitos das suas mais importantes obras, mais consistentemente, após 1959.
Parece haver referências à caligrafia chinesa nas suas composições em branco e preto, apesar de que o artista sempre tenha negado dita relação. Pontes, túneis, edifícios e outras estruturas arquitectónicas e industriais foram usualmente mencionados como fontes da inspiração de Kline.
O estilo/método mais reconhecido do artista deriva de uma sugestão feita pelo seu amigo Willem De Kooning. Em 1948, Kooning sugeriu a Kline que experimentasse utilizar um projector para obter imagens sobre uma parede lisa. (2)
Fontes:
(1) Este artigo surge na sequência do desafio que me foi lançado por Valentim Rem (Valentim Remédios) no Facebook (a quem dou os parabéns), pretendendo ser apenas uma modesta contribuição para o início de uma partilha de pequenos e grandes “saberes”. Esta contribuição, como disse, é modesta e não tem qualquer espécie de originalidade, resultando somente duma pesquisa/compilação de textos encontrados na net. Apesar de o desafio lançado ser sobre Artur Bual, resolvi falar essencialmente sobre o seu percurso “gestualista” e um pouquinho sobre o “gestualismo”.
(2) http://pt.wikipedia.org
(3) http://www.eurogaleria.pt/consagrados/artur.xml





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