Irresponsabilidade ou simplesmente mais um mentiroso que entra na via do populismo fácil? É uma boa questão para a qual eu tenho uma resposta visto que, infelizmente, os tempos têm-me ensinado que se calhar é mesmo mais um mentiroso.
De qualquer forma mesmo que seja "só" irresponsabilidade, olhem bem para o candidato a primeiro-ministro que nos aparece.
Como é que é possível alguém prometer que erradica os sem abrigos numa legislatura, principalmente num País com a nossa situação socio-económica?
Ou é mentiroso ou então é um completo ignorante, porque erradicar este flagelo social não é algo que se defina por decreto ou de forma coerciva.
Segundo as últimas estatísticas existem cerca de 5 mil sem abrigo em Portugal e muitos mais em risco de virem a cair nessa situação.
Este senhor, se pensar bem verá que esta é uma batalha em 3 frentes, das quais a primeira é sem dúvida a prevenção e esta só se consegue melhorando as condições socio-económicas do País, diminuindo o desemprego, etc.etc.
A segunda é talvez a mais “fácil”, que é a de dar apoio e um abrigo a quem está nessa situação.
A terceira com um grau de dificuldade semelhante à primeira é o acompanhamento e inserção social de forma sustentada das pessoas que são retiradas da rua, de forma a não voltarem atrás.
Uma coisa é certa, sem a primeira e a terceira frente resolvidas, nunca será possível acabar com as pessoas que estão nessa situação.
Se A.J. Seguro se referia apenas a uma sopinha e a um quartinho pensando nos cinco mil que agora andam na rua, tinha obrigação de pensar que todos os dias existem novas pessoas a cair nessa situação. É que mesmo que fosse só a sopinha e um quartinho quero ver onde é que A.J. Seguro iria buscar dinheiro suficiente, visto que existem outros problemas que já colocam as Misericórdias e todas as instituições de apoio social com a corda ao pescoço.
O homem que dizia que não prometia nada que não pudesse cumprir aparece com esta autêntica dádiva do céu, prometendo mundos e fundos consoante o freguês.
Ao menos se quer ser mentiroso, faça-o com inteligência e não nos tome por parvos.
Estou a lembrar-me das famosas mentiras de Passos Coelho. Embora ignóbeis ao menos o homem mentia (e mente) com convicção e, para quem o ouvia tinha uma imagem credível (tanto que ganhou as eleições).
Lembro-me também do nosso famoso e lendário Sócrates, que mesmo que todos nós soubéssemos que estava a dizer a sua mentirinha, ainda assim conseguia (e ainda consegue) cativar muita gente.
Isto para já não falar no nosso “irrevogável” Portas, e outros mais distantes no tempo. Infelizmente para nós, lembrarmo-nos dos mentirosos é fácil, difícil mesmo é descobrir um nome de alguém que fale ou tenha falado a verdade.
Vá lá “caríssimo” Seguro, aprenda ao menos a ser um bocadinho inteligente. V. Exa até já tem um arzinho de “rato de biblioteca” (para além do ar de “beato ofendido”, naturalmente), por isso, não deve ser difícil dar também umas mentirinhas mais credíveis.
O pior disto tudo é que, ao que tudo indica, nas próximas eleições legislativas iremos ter um de dois vencedores: ou o nosso já conhecido Coelho ou o também cada vez mais nosso conhecido Seguro.
Perante isto, venha o diabo e escolha. Eu, uma coisa garanto, de certeza que não escolherei nenhum deles.
De qualquer forma, se Seguro ganhar e cumprir esta promessa, cá estarei eu em 2019 para lhe tirar o chapéu e, naturalmente, votar nele. Esta também é uma promessa minha que aqui fica.
Como é que é possível alguém prometer que erradica os sem abrigos numa legislatura, principalmente num País com a nossa situação socio-económica?
Ou é mentiroso ou então é um completo ignorante, porque erradicar este flagelo social não é algo que se defina por decreto ou de forma coerciva.
Segundo as últimas estatísticas existem cerca de 5 mil sem abrigo em Portugal e muitos mais em risco de virem a cair nessa situação.
Este senhor, se pensar bem verá que esta é uma batalha em 3 frentes, das quais a primeira é sem dúvida a prevenção e esta só se consegue melhorando as condições socio-económicas do País, diminuindo o desemprego, etc.etc.
A segunda é talvez a mais “fácil”, que é a de dar apoio e um abrigo a quem está nessa situação.
A terceira com um grau de dificuldade semelhante à primeira é o acompanhamento e inserção social de forma sustentada das pessoas que são retiradas da rua, de forma a não voltarem atrás.
Uma coisa é certa, sem a primeira e a terceira frente resolvidas, nunca será possível acabar com as pessoas que estão nessa situação.
Se A.J. Seguro se referia apenas a uma sopinha e a um quartinho pensando nos cinco mil que agora andam na rua, tinha obrigação de pensar que todos os dias existem novas pessoas a cair nessa situação. É que mesmo que fosse só a sopinha e um quartinho quero ver onde é que A.J. Seguro iria buscar dinheiro suficiente, visto que existem outros problemas que já colocam as Misericórdias e todas as instituições de apoio social com a corda ao pescoço.
O homem que dizia que não prometia nada que não pudesse cumprir aparece com esta autêntica dádiva do céu, prometendo mundos e fundos consoante o freguês.
Ao menos se quer ser mentiroso, faça-o com inteligência e não nos tome por parvos.
Estou a lembrar-me das famosas mentiras de Passos Coelho. Embora ignóbeis ao menos o homem mentia (e mente) com convicção e, para quem o ouvia tinha uma imagem credível (tanto que ganhou as eleições).
Lembro-me também do nosso famoso e lendário Sócrates, que mesmo que todos nós soubéssemos que estava a dizer a sua mentirinha, ainda assim conseguia (e ainda consegue) cativar muita gente.
Isto para já não falar no nosso “irrevogável” Portas, e outros mais distantes no tempo. Infelizmente para nós, lembrarmo-nos dos mentirosos é fácil, difícil mesmo é descobrir um nome de alguém que fale ou tenha falado a verdade.
Vá lá “caríssimo” Seguro, aprenda ao menos a ser um bocadinho inteligente. V. Exa até já tem um arzinho de “rato de biblioteca” (para além do ar de “beato ofendido”, naturalmente), por isso, não deve ser difícil dar também umas mentirinhas mais credíveis.
O pior disto tudo é que, ao que tudo indica, nas próximas eleições legislativas iremos ter um de dois vencedores: ou o nosso já conhecido Coelho ou o também cada vez mais nosso conhecido Seguro.
Perante isto, venha o diabo e escolha. Eu, uma coisa garanto, de certeza que não escolherei nenhum deles.
De qualquer forma, se Seguro ganhar e cumprir esta promessa, cá estarei eu em 2019 para lhe tirar o chapéu e, naturalmente, votar nele. Esta também é uma promessa minha que aqui fica.

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