"As redes sociais são os piores inimigos dos desempregados, que passam demasiado tempo agarrados ao Facebook e vivem uma vida que é uma total ilusão".
Isabel Jonet Presidente do Banco Alimentar Contra a Fome à Rádio Renascença
É tão parvinha a menina Jonet.
Custa-me sempre comentar a estupidez humana, porque não há justificações racionais para palermices deste género.
Então agora os desempregados irresponsáveis e, de certeza, culpados por estarem nessa situação, em vez de andarem a procurar emprego, passam a vida no Facebook, aproveitando-se da boa fé do Estado, que todos os meses lhes põe um chorudo subsídio de desemprego na conta bancária.
Como é que é possível (já não digo ser tão burrinha, porque isso denegria todas as quadrúpedes que dão por esse nome), ser tão insensível em relação a seres humanos que estão numa situação de sofimento terrível.
Já há tempos esta verdadeira invertebrada veio mandar bocas relativamente aos pobrezinhos e à sua constante obsessão por comer bifes todos os dias.
Claro que só uma mente tortuosa como a minha vê mal nas palavras desta autêntica aberração.
Eu sei que estou a ser injusto porque, como todos nós sabemos, o Reino dos Céus está vedado a todos os pobrezinhos ambiciosos e a todos os desempregados que andam nas redes sociais, daí a preocupação desta verdadeira “senhora”.
Aliás, essas preocupações estão bem expressas nas palavras ditas por S.Exa:
“Se não temos dinheiro para comer bifes todos os dias, não podemos comer bifes todos os dias. E esse empobrecimento é porque comemos bifes todos os dias e achávamos que podíamos comer bifes todos os dias e não podemos”.
“….quem não tem trabalho e fica “dias e dias inteiros agarrado ao Facebook, ou a jogos ou a falsos amigos que não existem”, vivendo “uma vida que é uma total ilusão”, quando podia participar em acções de voluntariado que lhe aumentassem as chances de arranjar emprego. Nas redes sociais, observou a mesma responsável, os desempregados caem no engano de pensar que estão a trabalhar, “por estarem agarrados ao computador”.
Vá lá pobrezinhos, levantem-se desses sofás, desliguem o Facebook, façam uma merendinha de pão seco e uma garrafinha de água (da torneira) e vão até ao Banco Alimentar oferecer-se para serem voluntários. No prazo de uma semana esta verdadeira Fada, arranja-lhes de certeza um bom emprego para deixarem de ser pobrezinhos e poderem depois então começar a comer bifes.
“Vá-se catar, minha senhora”, é só o que tenho para dizer.
Quanto ao Banco Alimentar, já o disse em 2012 e repito agora. Enquanto esta personagem estiver a gerir os destinos desta instituição, nem mais um cêntimo sai do meu bolso. Desde 2012 que é isto que eu faço, apesar de ter todo o respeito pelos voluntários e voluntárias que todos os dias dão o melhor de si.
É precisamente por causa destas centenas ou milhares de voluntários e das pessoas a quem a sua ação se destina, que digo que o Banco Alimentar não merece gente como esta Jonet.
Fechar os olhos, não é a solução. Até porque este tipo de palavras não é inócuo, porque denigre e humilha quem passa por situações indiscritíveis. Gente como esta Jonet devia, precisamente por viver numa situação privilegiada, utilizar a sua exposição mediática para incentivar, acarinhar e apoiar.
Mas não, no léxico desta gente não existe a palavra SOLIDARIEDADE. Apenas existe uma coisa chamada caridade. Traduzindo por miúdos, são tão bons os elegantes chás de caridade (um verdadeiro "must" social) frequentados por todas as "senhoras bem", em que se angaria umas coroas para os pobrezinhos (claro está, desde que nenhum desses pobrezinhos lá apareça).
É gentalha como esta, que pulula por todo o tipo de instituições (sociais, políticas, etc), que quer a toda a força tornar culpado quem apenas deseja para si a para os seus uma vida melhor.
“Vá-se catar, minha senhora”, é só o que tenho para dizer.
Quanto ao Banco Alimentar, já o disse em 2012 e repito agora. Enquanto esta personagem estiver a gerir os destinos desta instituição, nem mais um cêntimo sai do meu bolso. Desde 2012 que é isto que eu faço, apesar de ter todo o respeito pelos voluntários e voluntárias que todos os dias dão o melhor de si.
É precisamente por causa destas centenas ou milhares de voluntários e das pessoas a quem a sua ação se destina, que digo que o Banco Alimentar não merece gente como esta Jonet.
Fechar os olhos, não é a solução. Até porque este tipo de palavras não é inócuo, porque denigre e humilha quem passa por situações indiscritíveis. Gente como esta Jonet devia, precisamente por viver numa situação privilegiada, utilizar a sua exposição mediática para incentivar, acarinhar e apoiar.
Mas não, no léxico desta gente não existe a palavra SOLIDARIEDADE. Apenas existe uma coisa chamada caridade. Traduzindo por miúdos, são tão bons os elegantes chás de caridade (um verdadeiro "must" social) frequentados por todas as "senhoras bem", em que se angaria umas coroas para os pobrezinhos (claro está, desde que nenhum desses pobrezinhos lá apareça).
É gentalha como esta, que pulula por todo o tipo de instituições (sociais, políticas, etc), que quer a toda a força tornar culpado quem apenas deseja para si a para os seus uma vida melhor.
Andamos todos muito ocupados a querer deitar o Governo abaixo (e bem) e esquecemos que são mentalidades como a desta gente que fazem com que o Governo atue da forma que tem atuado.
Que chatice ter existido o 25 de Abril. Antes os pobrezinhos eram pobrezinhos e agradeciam às senhoras e às madrinhas por ficarem com as filhas em casa (como criadas, claro) e os filhos irem trabalhar para as fábricas ou para as terras dos senhores seus maridos. E as senhoras eram tão boas que quando os filhos dos pobrezinhos (por acaso) faziam a quarta classe até lhes davam umas roupinhas velhas que já não usavam. E assim por diante ....

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